quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Aponte para você mesmo!


Estou lendo o segundo capítulo do livro "O Efeito Sombra" (Chopra; Ford; Williamson, 2012) e recordei-me de uma dinâmica que participei ainda na pós-graduação em Arteterapia. Resumidamente e sem me ater à fundamentação teórica, funcionava assim:

1. A facilitadora disse para eu pensar em uma pessoa do meu convívio ou alguém famoso desde que fosse uma pessoa que eu repudiasse.
2. Eu escrevo numa folha 3 características que eu mais repudio nesta(s) pessoa(s).
3. Eu colo a folha em que escrevi estas 3 características no meu peito e vou para uma roda.
4. As pessoas da roda passam na minha frente, me apontam seus dedos e me acusam dramaticamente de ter aquelas 3 características.
5. Para finalizar o grupo faz o processamento da dinâmica, como de praxe.

"A parte obscura de nós, que repudiamos, se apresenta continuamente através da tela dos que estão ao nosso redor" (Ford, 2012, p.63)

Hoje, lendo o livro que traz exatamente a mesma mensagem que a dinâmica supracitada, aproveitei para refletir sobre tantos encontros mal-sucedidos que atravessaram meu caminho nos últimos 4 anos.

É importante (e edificador) entender que o que vemos nas pessoas é nosso, em primeiro lugar! Só vemos porque já reconhecemos aquilo em nós. É impossível achar alguém arrogante sem conhecer o que isso significa. Ou seja, a arrogância está em você, certamente. Talvez esteja também em quem você julga... mas está primeiramente em você!

               "Se tivéssemos intimidade com nossos impulsos sombrios - se soubéssemos que egoísmo, raiva, ganância e intolerância têm mensagens importantes a transmitir -, prestaríamos atenção à presença deles, como um amigo de confiança que bate a porta. Mas quando alienamos nossa sombra; quando por medo nos recusamos a reconhecer ou receber as mensagens que ela está tentando enviar, esteja certo de que faremos algo ou nos envolveremos com alguma coisa que trará o lado sombrio à superfície." (Ford, 2012, p.61)
Claro, desenvolver intimidade com nossos sentimentos sombrios não é tarefa fácil. Mas é a única maneira de contactarmos nossos verdadeiros talentos, nossa verdadeira LUZ!

Por isso, quando desejar julgar alguém, aponte primeiro para você mesmo. Acuse-se do que acusaria o outro e reflita sobre como esta característica pode contribuir para seu desenvolvimento em vez de omiti-la. Este gesto nada mais é que A Ponte para você mesmo!

#ficaadica

Referência Bibliográfica:
Ford, Debbie. Fazendo as pazes com os outros, com o mundo e consigo mesmo. In: 

Chopra, Deepak; Ford, Debbie; Williamson, Marianne. O Efeito Sombra. São Paulo : Lua de Papel, 2010. p.45-75


domingo, 12 de abril de 2015

{Ser} Criança é bom demais!


Nunca quis virar adulta, nunca falsifiquei minha identidade para fingir que tinha dezoito, não tive pressa pra fazer 21. E já contei aqui que na véspera de fazer 11 chorei em prantos porque me disseram que com esta idade eu seria "pré-adolescente".

No fim do ano passado (2014), longe da minha família, do meu ninho, numa cidade culturalmente bem diferente da minha original, com um grande desafio profissional e ainda fragilizada por um desequilíbrio em minha saúde, eu conheci toda a chatice de ser adulta... aquela chatice que eu sempre temi! Vivenciei um monte de coisa chata ao mesmo tempo e me vi tendo que encará-las com a "adultez" necessária. Mas eu não estava acostumada... e aí, quase pirei! E me estranhei e me detestei quando descobri meu mal-humor. E, como odeio gente mal-humorada, essa foi a gota d'água pra eu perceber que algo estava muito errado comigo. E então, com fé, intuição e auto-confiança na minha essência, eu consegui superar as chatices!!!

Comecei buscando me ouvir, e tive a sorte de encontrar um terapeuta incrível que tem feito parte fundamental das minhas novas descobertas! Depois, busquei novas alternativas: procurei ioga, acupuntura e troquei de médico. Mas o que mais senti que fez "efeito" foi que voltei a me dedicar voluntariamente às crianças e mudei radicalmente minha alimentação. 
Hoje, meu maior desafio é dar a graça e a leveza à minha vida, assim como foi minha infância.
Já sabia que ser adulta não seria fácil (e sempre levei muito a sério quando me diziam "Aproveita agora...que você é criança"), mas descobri que pode ser gostoso também!
E é por isso que (admitindo minha adultez) profissionalmente me dedico a dois trabalhos totalmente diferentes um do outro. Um, porque me realiza e me aproxima da minha essência. O outro, porque me desafia e aproxima os meus pés da terra, me força a ser realista.

"Ser criança é bom demais" - esse é o trecho da música que embalou minha infância.
Mas, aprender com elas e, principalmente, com aquela que você foi, é melhor ainda... e dá um sentido totalmente novo ao que você é e ao que você faz - independentemente da idade que você tenha!


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Extraordinário - o livro!

Dia 24/12/2014 eu estava no aeroporto louca pra chegar ao meu destino e encontrar minha família pro natal, enfim de férias, após um ano bastante cansativo e exigente... Foi então que recebi a notícia de que meu vôo atrasaria e talvez nem saísse. Respirei fundo e entrei na livraria a espera de algo que me entretesse por aquelas horas. Dei de cara com esta "cara"! Li o verso, o comentário da Veja.com dizia: "O ponto de vista de uma crianca que, ciente de sua estranheza e de seu deslocamento do mundo, cria um manifesto em favor da gentileza". Não exitei. Comprei e comecei a ler...
Graças, tres horas depois meu vôo saiu! Mas não as teria percebido se não fosse um passageiro do lado dizer, reclamando do atraso. Isso porque o livro me fez mergulhar num universo particular, sem querer parodiar Marisa.
A narrativa é fluida e a estória apaixonante! August Pullman, primeiro narrador e principal personagem, conta como vê o mundo através de seus olhinhos caídos, que compõem um rosto nada normal, e de seu coração - diga-se de passagem, coração também "fora da curva", ambos extraordinários!
O livro me trouxe à reflexão conceitos como resiliência, coragem e sabedoria!
Lembrou-me de uma vez que aprendi a perguntar em vez de " Porque comigo?": "Porque não comigo?".
Resultado: é por causa dele que eu voltei ao trabalho mais revigorada do que nunca! Delicia de leitura! História emocionante! Super indico essa leitura! "Extraordinário" de RJ Palácio. #gentileza #sejamaisgentilqueonecessario

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Bruschetas Reenergizantes



A arte de hoje é culinária!

Depois do meu curso de Gastronomia Funcional tenho me inspirado a cuidar mais da saúde através da alimentação! Hoje, pra jantar, repeti o que fiz ontem. E, por ter feito sucesso duplamente, resolvi postar!

Essa refeição até poderia se encaixar naquelas de 15 minutos do Jamie Oliver,  mas na verdade foi bem mais rápido que isso!

Pra começar peguei duas fatias de pão integral com um fio de azeite e fatias de queijo minas frescal.
No forno, coloquei para tostar por 10 min, temperatura: 200 graus.

Enquanto isso cortei lascas de abobrinha, berinjela e cenoura. Um trio fantástico que meu paladar adora! Coloquei-as sobre mais um fio de azeite, mas dessa vez na frigideira e com lascas de alho, pitadas de sal e pimenta do reino para temperar. Não demoram 5 minutos e elas já estão no ponto: macias e ainda com bastante vitaminas! Estão prontas bem na hora que apita o forninho elétrico.

Acrescento uma fatia de peito de peru para incluir uma fonte animal de proteína e depois finalizo com os legumes!
De acordo com a tabela nutricional fornecida pela Associação Brasileira de Nutrologia, esse trio de legumes é riquíssimo em Potássio, especialmente, mineral que atua como relaxante muscular e, por isso mesmo, tão válido numa refeição do fim do dia! Além disso, são também fonte de proteína, cálcio, fósforo e vitamina A! 

Hmm... que delícia! Recarregam as energias, ajudam a relaxar e a regular nosso batimento cardíaco ao mesmo tempo que são leves e por isso mesmo super adequadas para uma refeição noturna!

Quem provar ou aprovar me conta!

E viva a Arte de cozinhar com Amor!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Para minha neta

Hoje eu acordei super animada, de bem com a vida! Tomei um banho gostoso, tomei meu suco verde acompanhado de um café da manhã bem degustado: e com paciência!
Essas coisas fazem parte da minha meta para 2015: menos estresse!
Ao pegar o carro, ao som de Marisa Monte, fui dirigindo bem tranquila pro trabalho: zen!
Mas eis que algo fora do meu controle me aconteceu... percebi um carro disputando espaço comigo, ocupando a contra mão numa via completamente estreita, só para me cortar.
Estava bem perto do estacionamento de onde trabalho, e a pessoa fez, inclusive, questão de me ultrapassar para entrar primeiro do que eu . Pior, de uma forma tão agressiva que quase colidia no meu carro...
Não sei definir o que senti. Principalmente quando vi que o tal motorista era a mesma pessoa que insiste em tentar ser uma pedra no meu caminho profissional. Foi, pelo menos, a quarta vez que esta pessoa tentou me incomodar. A primeira, entretanto, fora do ambiente de trabalho...
Fiquei triste. E revoltada. Porque existem pessoas de alma tão pequenas? Porque existem pessoas que investem energia para tentar chatear outras? De fato, essas tentativas são todas em vão! O resultado delas não me afeta, mas o que me incomoda é pensar: porque essa pessoa quer fazer isso? Qual a necessidade?
Estacionei o carro e permaneci nele ainda por uns 20 minutos, respirando e tentando pensar numa estratégia para lidar com isso.
Acho que o que me irrita é que adoro gente, adoro ser humana, mas esse tipo de pessoa me deprime!
Fico pensando, porque algumas pessoas tem prazer em serem chatas e (quase) malvadas?
Não sei agir assim...
E o que mais me irrita é cogitar a necessidade de ter que aprender a ser chata, a agir com maldade (pra "dar o troco") quando coisas assim me acontecem.
Então, pensando em tudo isso, meus olhos pararam sobre o anel na minha mão esquerda, que era da minha avó e pensei: será que você também já passou por isso, vó? O que a senhora fez? Como a senhora fez?
Não sei... mas imaginei que ela me diria algo como:
"Deixe estar, minha filha! Reze para que essa pessoa tenha alguma chance de aprender a pensar e a agir tão positivamente como você. Releve! Saiba que esta pessoa não teve a mesma educação afetiva que você e por isso carece de inteligência emocional. Talvez ela não tenha tido pais tão carinhosos como os seus, irmãs tão parceiras e uma família tão acolhedora e crítica o suficiente pra se aprender sobre limites. Por isso minha querida, relaxe! Agradeça a Deus pelo que você é e, o mais importante, utilize a atitude desta pessoa para refletir sobre quando você também fez coisa parecida e para se emoldurar como a pessoa que você quer ser, de verdade!"
Gostei!
E aí, eu resolvi publicar esta mensagem, para que um dia, se minha neta passar por algo assim, ela tenha uma orientação de sua avó registrada! Porque eu não quero que Deus a livre de coisas assim, por mais que sejam tão desagradáveis. Porque afinal, são coisas assim que nos fazem ser pessoas melhores: mais fortes e mais humanas - ao compreender todas essas virtudes de gente!