sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Por enquanto

Enfim, ficou pronta!
Enquanto conto os dias pra ser Psi, divulgo minha logo temporária! Com muito orgulho!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Organizações: uma perspectiva mais humanista e saudável

Observando os sistemas e processos Organizacionais percebi que é possível estabelecermos um novo olhar sobre eles, definitivamente um olhar mais humano. Nesta minha busca, deparei-me como o livro Imagens da Organização de Gareth Morgan. Simplesmente sensacional! Segue então, algumas considerações retiradas da minha Monografia Arteterapia nas Organizações.






MORGAN (1996) utiliza-se da expressão “as Organizações vistas como organismos” para refletir sobre as semelhanças entre sistemas institucionais e sistemas organísmicos da natureza. Ao mesmo tempo em que os organismos naturais são dotados de um padrão harmonioso de relações internas e externas (apresentando-se como um resultado da evolução), as Organizações têm seu grau de harmonia como produto da decisão humana. Os padrões que serão estabelecidos para ajustamento e melhor aproveitamento do ambiente (que, neste caso, refere-se às condições do mercado) dependem do desempenho de cada profissional, bem como da coesão das habilidades dos diversos integrantes da empresa para configurarem uma vida saudável. Esta saúde, pressupõe, então, equilíbrio e harmonia nas relações internas e externas da Organização. No entanto, conforme GUSMÃO (1996), ressalta-se a visão rogeriana de que este equilíbrio, não pressupõe uma estagnação energética, ao contrário, propicia um movimento dinâmico e uma troca de energias em busca do vir-a-ser, do encontra-se a quem se é essencialmente.

Uma vez que os organismos afetam os processos naturais e são capazes, inclusive, de alterar alguns mecanismos da Natureza, entende-se que as instituições têm, também, o poder de transformar o contexto do ambiente Organizacional. Sendo assim, devem conscientizar-se de que podem desempenhar um papel ativo no delineamento do seu futuro, observando e cuidando das relações internas e externas. MORGAN (1996) ressalta, ainda, que este papel pode ser mais produtivo se em conjunto com outras organizações.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GUSMÃO, S. M. L. A natureza humana segundo Freud e Rogers. Forum Brasileiro da Abordagem Centrada na Pessoa. Rio de Janeiro, 1996.

MORGAN, G. Imagens da Organização. São Paulo: Atlas, 1996

Contribuições da Psicologia Humanista nos grupos Organizacionais








As relações interpessoais nos grupos organizacionais se embebedaram da competição do mercado econômico e financeiro e dificilmente se estabelecem a partir da colaboração ou da cooperação. Promove-se, com isso, relações de conflitos e inamizades, enfraquecendo os vinculos pessoais, vulnerabilizando a resitência do homem em seu trabalho. Ou seja, os profissionais esgotam-se facilmente de seus ambientes de trabalho e das funções que exercem. Quando isso não ocorre, alimentados pela ansia da promoção salarial, trabalham com ainda mais fervor, destruindo sua subjetividade e sua vida social. Em ambas ocasiões observa-se o sobreviver a despeito do viver pleno.


Para ROGERS (1997), um viver pleno consiste num processo humano de busca do vir-a-ser em sua máxima potencialidade, não sendo considerado como uma proposta de um destino ou de um equilíbrio homeostático. A atuação da Psicologia Humanista nos grupos organizacionais estabelecerá um processo grupal que promoverá 1) Uma Abertura Crescente à Experiência (quando as pessoas se disponibilizam a experimentar, compreender e compartilhar o que sentem), 2) Aumento da Vivência Existencial (que implica em fluidez e plasticidade no permitir-se vivenciar cada coisa no momento em que ela ocorre, disfrutando desta experiência tudo que ela puder lhe prover), 3) Uma Confiança Crescente no Seu Organismo (nesta etapa do processo as pessoas sentem-se mais confiantes naquilo que são e naquilo que podem ser usufruindo de seus dons e suas potencialidades com maior segurança e assertividades) e 4) O Processo de um Funcionamento Mais Pleno (enfim, o grupo possibilita para as pessoas a conscientização através da experiência de que é possivel um viver mais pleno a partir da aceitação de todos seus sentimentos sendo capaz de filtrar sua própria experiência, estando livre e aberto ao seu processo e aos demais testemunhos de outros processos diferentes do seu).


A Psicologia Humanista propõe três pilares principais que circundam a relação terapêutica: Compreensão Empática, Aceitação Incondicional e Congruência. Quando se trata de trabalhos em grupos, o fator primordial observável nestes processos é a empatia. FONSECA, em seu artigo Grupo e Empatia, considera que a empatia grupal é “o desenvolvimento e efetivação de um grupo, de um processo grupal, que em sua dinâmica, multiplicidade, fluxos e intensidades possa sintonicamente manifestar-se como múltipla e diversificadamente empático na relação com os seus membros particulares e individuais”.


Desta forma, a partir de encontros terapêuticos, os grupos organizacionais podem experimentar relações mais produtivas e criativas, inclusive se observado, como no artigo de FONSECA, que os facilitadores deste grupos, à luz da Psicologia Humanista e de suas considerações acerca da Personalidade, trabalham com posturas e com processos grupais que respeitam e consideram positivamente as pessoas e a sua espontaneidade, respeitando a espontaneidade do desdobramento da atualidade do processo grupal. Preza-se pelo tempo de cada um e sua experimentação plena das possibilidades de Ser.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FONSECA, A. H. L. Grupo e empatia. Disponível em: http://gruposerbh.com.br/textos/artigos/artigo001.pdf

ROGERS, C. R. Tornar-se Pessoa. São Pauol: Martins Fontes, 5a. ed, 1997.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Bailarina de Salto Alto


Bailarina de Salto Alto é blog bacanérrimo que acabo de descobrir. Amiga minha, a Carol fala de tudo aquilo que uma mulher inteligente, elegante e com o poder da sábia sedução precisa saber! Vale a pena, confiram aqui!

Sábia Sedução

Desde que comecei a pensar no próximo passo da minha vida (o casamento), tenho aprontado um caderninho onde coleciono imagens e dicas de coisas que gosto e que devem me servir para a ocasião. Neste sentido, não quero saber só da festa, o mais fácil e divertido. Tenho procurado dicas sobre como possibilitar uma vida a dois também agradável (não fácil, pois sei que isso não é mesmo e aliás seria bem chato se fosse), igualmente divertida e colorida.
Então, esta semana achei numa VOGUE BRASIL NOIVA (2006 n. 009, pg50) uma matéria fantástica. Claro, recortei e colei no caderninho, ó a fotinha aí seguida da crônica da Advogada Carolina Etlin:

“Há algum tempo, aproveitei uma diversificada roda de amigos e lancei a pergunta: é possivel seduzir sem magoar o companheiro? Logo cheguei à conclusão de que o assunto é bem mais complexo do que parece. O psiquiatra hétero, o mais rápido, respondeu-me que uma pessoa segura simplesmente não sente qualquer necessidade de continuar seduzindo Deus e o mundo. Sabe que seria capaz de fazê-lo e vai morrer com essa certeza, sem precsar experienciá-la. Misturou os dois ingredientes obrigatórios de sua formação: sexo e auto-estima. Confesso que fiquei em dúvida. “Se eu fosse homem, amigo dele, e ninguém mais estivesse ouvindo nossa conversa, será que ele teria dado a mesma resposta politicamente correta e quase profissional?”, pensei comigo mesma. Acho que não.

A amiga hétero, dona de casa casada, foi mais direta e discretamente afirmou que as pessoas fazem isso a torto e a direito, em festas, restaurantes, boates, clubes e até em festinhas infantis (porém, sempre nas costas de seus companheiros). Uma conversinha ali, um olhar por aqui, uma resposta espirituosa acolá, sabendo que o flerte não resultará em nada, mas correndo um riscozinho que, segundo ela, é saudável para a relação. Em outras palavras ela estava me dando sua fórmula para elevar a auto-estima por meio da sedução, sem culpa alguma.

Outra amiga advogada hétero, então jogou essa: “O poder embriaga e o dinheiro abre muitas portas e pernas”. Todos riram. Segundo ela, pessoas muito ricas, ou pessoas lindas e famosas simplesmente não conseguem evitar o exercício contínuo da sedução, pois acabam se viciando. Todos se calaram. Estaria aí a causa de tanta rotatividade no mundo das celebridades e dos caros escritórios de advocacia de família? O jogo da sedução seria mesmo inevitável para essa trupe? É fato que um homem muito rico e poderoso pode ser desinteressante, feio, baixinho, ter mau gosto e maus hábitos, e ainda assim consegue sentir o poder de sedução de um Casanova. E o pior é que muitos realmente sentem-se sedutores inveterados! Minha amiga chegou à triste conclusão de que a maioria dos casamentos simplesmente não resiste a uma fortuna. (...)

O diplomata hétero então chegou mais perto e lançou, enigmático: “Mas a sedução não precisa ser necessariamente de cunho sexual...”. Engraçado e espirituoso completou: “Ainda que possamos admitir que uma pessoa adimirada por outra diminua bastante a distância entre a conversinha e a cama desta última!” Rimos novamente, logo encontrando um exemplo perfeito desse tipo de sedutor: Fernando Henrique Cardoso.

É sabido que o ex-presidente seduz qualquer interlocutor com seu charme, sua inteligência, sua experiência e carisma – sempre consegue fazer com que o outro se sinta mais importante do que ele próprio. De eloqüencia q habilidade intelectual indiscutíveis, e absolutamemnte ciente e seguro de seus dotes, simplesmente não precisa exibi-los. Não é fantástico? Nada mais sedutor que isso. Fiquei satisfeita com a resposta. Vislumbrei aí uma forma de sedução saudável, interessante, pública, e que em vez de magoar o companheiro, deixa-o orgulhoso, adimirado, cheio de si: a sedução intelectual. E aí, enfim, um bom exemplo de como exercer o poder de sedução e conquista sem magoar ou trair o companheiro: usando a cabeça.”

Registro arteterapêutico: uma simbologia própria

Árvore: "O Cosmo vivo, em perpétua regeneração. (...) A despeito de aparências superficiais e de certas conclusões apressadas, a árvore, mesmo quando considerada sagrada, não é objeto de culto por toda parte; é a figuração simbólica de uma entidade que a ultrapassa. (...) Por outro lado, serve também para simbolizar o aspecto cíclico da evolução cósmica: morte e regeneração. sobretudo as frondosas evocam um ciclo, pois se despojam e tornam a recobrir-se de folhas todos os anos"(Dicionário dos Símbolos, pg 84)

Amarelo: "Intenso, violento, agudo até a estridência, ou amplo e cegante como um fluxo de metal em fusão, o amarelo é a mais quente, a mais expansiva, a mais ardente das cores, difícil de atenuar e que extravasa sempre dos limites em que o artista desejou encerá-la. os raios do sol, atravessando o azul celeste, manifestam o poder das divindades do Além." (Dicionário dos Símbolos, pg 40)
Uma janela e uma paisagem fulgaz... e uma moldura de arabescos coloridos. E põe reticências nisso... ... ... ...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sobre a Educação Especial na perspectiva de Vygotsky

Sobre o texto MONTEIRO, M. A educação especial na perspectiva de Vygotsky.
In: ASSUNÇÃO, M.Vygotsky: um século depois. Juiz de Fora: EDUFJF, 1998.


Tela de Ivan Cruz

A educação especial, para Vygotsky, refere-se a crianças portadoras de algum déficit de aprendizagem. Segundo este texto, estas crianças já se apresentam à sociedade com certa posição especial, a partir da qual estabelecerá relações diferenciadas das que transcorrerão com crianças ditas “normais”. Ou seja, junto com o núcleo das características biológicas (que designam sua deficiência) passa a ser construído um segundo núcleo, o das relações sociais. São as interações que ocorrem neste segundo núcleo que são responsáveis pelo desenvolvimento humano. Isto quer dizer que as relações interpsicológicas (do sujeito para o objeto) se transformam em intrapsicológicas (do sujeito para ele mesmo) a partir do modo como o sujeito vê, pensa e age com o mundo.

Sendo assim, ciente de que o educador estabelece uma relação com o educando, é preciso ressaltar que esta relação deve ser bem construída e recheada de afeto para que o seu mundo intrapsíquico (que será estabelecido a partir também dessa relação) seja o mais saudável possível.

Visto que o educando já dispõe de dificuldades em aprender, o educador deve se fazer especial nesta relação. Quando se estabelece o vínculo afetivo, as situações de aprendizagem tornam-se mais suaves e interessantes. O olhar permeado de afetos do professor transmite ao aluno sua confiança e o faz acreditar em si mesmo. A partir daí, a criança se constitui como um sujeito “ativo e autor do próprio conhecimento”.

No entanto, para que o professor seja de fato especial, é importante que ele leve em consideração o que o aluno já possui, que valorize o que ele já sabe. Como coloca Vygotsky, não devemos nos ater às suas dificuldades e à deficiência em si. Ao contrário, devemos ressaltar como a criança já se apresenta em seu processo de desenvolvimento, como ela se organiza. Ao mesmo tempo em que a deficiência impõe obstáculos, o professor deve se atentar à maneira como esses obstáculos poderão ser transformados em estímulos para a criança.

Veja outro artigo complementar a este e também baseado neste texto de Vygotsky neste post

domingo, 28 de novembro de 2010

"Família é prato difícil de preparar"


(do livro "O Arroz de Palma",de Francisco Azevedo)


Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.
E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.

Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini, Família à Belle Meuni; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é a Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.

Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

sábado, 13 de novembro de 2010

Obrigada

Semana passada concluí minha pós-graduação em Arteterapia.
Quem passa por mim nessa vida percebe o quanto amo que faço. E é pra todos estes sonhos que guardo meu amor.
Pra todos estes sonhos e todas as pessoas ao meu lado, que me ajudam a realizá-los!
Obrigada!


video

Música de Nando Reis - "Pra você guardei o amor"

Espaço, Arte e Psicomotricidade

A Psicomotricidade é, antes de tudo, uma prática que através da abordagem do corpo e do movimento, objetiva atuar sobre a globalidade do ser biofisiologicamente, afetivamente, cognitivamente, pulsionalmente, fenomenologicamente e socialmente. (MORAIS, 1990)

Turma do décimo período (manhã) de Psicologia da Fumec
durante vivência "Espaço, Arte e Psicomotricidade".


A psicomotricidade está fundamentada num princípio tríptico que considera o corpo, o tempo e o espaço. Inicialmente, é impossível pensar psicomotricidade sem considerar estas três dimensões. Os estudos sobre Psicomotricidade também se referem à educação psicomotora, que tem como objetivo não só a descoberta do próprio corpo e capacidade de execução do movimento, mas ainda a descoberta do outro e do meio ambiente, utilizando melhor suas capacidades psíquicas, facilitando a aquisição de aprendizagens posteriores.



Com relação ao tema espaço, observa-se que a psicomotricidade contribui com atividades que possibilitam a estuturação espacial da criança e seu corpo. Neste sentido, a arte-educação oferece atividades e linguagens plásticas e expressivas que complementam este trabalho.



Toda criança gosta de Arte e sente prazer em se expressar através das variadas modalidades artísticas. Quando faz isso, explicita seu desenvolvimento intelectual, emocional e perceptivo, e constrói suas representações de si e do mundo à sua volta. A maneira como ela representa o espaço em suas produções plásticas também diz respeito à forma como ela se comporta em relação ao espaço à sua volta. Desenho pequeninos que não ocupam todo o papel e quase somem na imensidão da folha podem representar timidez e dificuldade em se relacionar, ou seja, demonstram que a criança não aproveita com efeito o espaço disponível. Ao contrário, desenhos que não cabem no papel podem representar falta de limites ou dificuldade em lidar em espaços pré-determinados.




Atividades da arte-educação podem propor a experimentação do espaço através dos trabalhos produzidos em superfícies com tamanho, forma e textura variados. Sendo assim, pode-se considerar como uma aliada da Psicomotricidade no que se refere à elaboração e percepção da noção espacial da criança.



** MORAIS, V. B. C. Epistemologia das concepções psicomotoras. 1990










domingo, 24 de outubro de 2010

MORENO, Jacob Levy e sua concepção de GRUPO



Desenho de J. DAVID LEE*


Escrito por Dolores M. Pena Solléro**

Enquanto o mundo se revirava e procurava re-inventar ou inventar novas relações, em meio às guerras e divisão da humanidade, o médico psiquiatra romeno, Moreno, construía-se e organizava seus conhecimentos e fazia explodir nos EUA pós guerra possibilidades para tal a partir da Sociometria: um método para a medida das relações interpessoais e uma ciência para a dinamização das relações. Elegeu o grupo como a possibilidade de convergir recursos para a transformação das relações e, por conseguinte, da sociedade e do mundo, entendendo o homem como ser de relação, ser social. O Homem co-constrói a sociedade e se constrói, a partir das suas relações com o outro e com o mundo. O grupo agrega e dinamiza as possibilidades de construção e de transformação social e individual.

Desde sua infância e depois ainda jovem, Moreno tratou de pensar o homem e o seu fascinante poder criativo. Nos jardins de Viena propiciava o encontro de crianças para teatralizarem seus conflitos e quando ainda universitário propôs grupos de encontro para os “marginalizados” com o objetivo de se darem direitos e o resgate de suas dignidade.

Criou a Psicoterapia de Grupo e o Psicodrama, a partir do teatro da espontaneidade, inspirado no teatro aristotélico, constituindo-se mais tarde como método de tratamento psicoterapêutico. Como pilares teóricos enfatizou a espontaneidade-criatividade. Valorizando o homem espontâneo, concebeu o homem cósmico: uno, indivisível, interrelacionado. Nos grupos depositou a ênfase das possibilidades transformadoras, sociais e dos indivíduos, na medida que as relações interpessoais (num mesmo grupo) e inter-grupais (entre grupos) dinamizam novas formas de compreensão e de ação, possibilitando um agir mais espontâneo. O Homem espontâneo é o homem saudável, capaz de criar, reinventar e transformar para novas possibilidades de ser, sentir, pensar e agir.

Na contemporaneidade, na Socionomia (ciência das interrelações) encontramos convergidos todos os ensinamentos, proposições e contribuições de Moreno para a análise, compreensão e dinamização dos grupos, capaz de favorecer o trabalho sócio-terapêutico com/em GRUPO. A Socionomia, didaticamente, subdivide-se na Sociometria, dimensão social das interrelações, e na Sociatria, referindo-se aos métodos de tratamento nas dimensões sociais e individais: Psicoterapia de Grupo, Psicodrama e Sociodrama (axiodrama, jornal vivo, etc).

*Desenho retirado do blog de J. DAVID LEE em: http://jdavidlee.blogspot.com/2008/06/jacob-levy-moreno.html

** Dolores Maria Pena Solléro é Psicóloga, Psicoterapeuta, Psicodramatista, Didata e Supervisora pela FEBRAP- Federação Brasileira de Psicodrama.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

E viva a diferença!!!

O artigo "Uma proposta da Arte-educação para a inclusão social do deficiente mental" foi apresentado para a turma do décimo período (noite) de Psicologia da Universidade Fumec como um dos tópicos do trabalho sobre Deficiência Mental, exigido pela professora Márcia Veiga que leciona a disciplina Psicologia e Educação III.


À esquerda, professora Márcia Veiga,
durante a atividade proposta de desenho coletivo.


Nesta ocasião, nosso grupo propôs uma atividade lúdica que possibilitasse a reflexão sobre a aceitação das diferenças.
Sendo assim, realizamos um desenho coletivo.


Cada aluno escolheu um material (canetinha, giz de cêra, lápis de cor ou tinta) para iniciar um desenho numa folha branca. Após 30 segundos esta folha passava para a direita para que este trabalho fosse complementado por outra pessoa.

Cada um deixava na folha seu traço, sua cor, seu tema.
E assim, um desenho diferente de todos, com um pedacinho próprio de cada um era criado!


Entre amigas do curso de Psicologia e, ao fundo,
mural com os trabalhos do desenho coletivo!

Nossa reflexão? Cá está:
A diferença é o que nos faz únicos!
E, em nossa unidade, somos partes indispensáveis de um TODO
mais criativo, mais rico, mais sensível e harmonioso!

Assim, mais uma vez a ARTE comprova sua capacidade de unir consciências e atitudes na construção de um mundo melhor para todos!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Uma proposta da Arte-educação para inclusão social do deficiente mental



Por Bianca Solléro

A deficiência mental refere-se a uma redução permanente da capacidade intelectual, em vários níveis, que compromete o comportamento adaptativo social. Neste estudo, importa que estas dificuldades em processar linguagens orais e escritas, focar ou entender informações mais complexas, comprometem a relação e a comunicação social. Para que isto não seja um problema mas, sim, uma possibilidade de interação com a diversidade, as relações sociais (e alguns paradigmas) devem ser aprimoradas em prol de um bem-estar comum: uma atitude de cidadania. Para tanto, o deficiente mental deve participar da sociedade como qualquer outro cidadão, estabelecendo relações que fomentem todo potencial dos indivíduos, assumindo suas limitações.

Neste contexto, a arte-educação apresenta-se como instrumento indispensável na formação de todos, visto que permite ao ser humano ampliar suas percepções de si e do mundo, criar novas soluções e novos sentidos e expressar-se com maior assertividade. Sendo assim, a arte-educação é facilitadora no processo de socialização especialmente nos casos de pessoas com deficiência mental.

Robson Xavier da Costa, sociólogo, estudou específicamente este assunto e considera que a arte-educação possibilita a “aquisição e o desenvolvimento de habilidades que favoreçam seu processo de integração sociocultural”(COSTA, 1995). No que diz respeito à Arte e Sociedade, verifica que “a dimensão global da arte possibilita que, por seu intermédio, diferentes dimensões humanas possam se expressar e ser investigadas” quando ao mesmo tempo “mundo psíquico e filosófico interrelacionam-se”. Sendo assim, “o trabalho com arte é capaz de transformá-lo [o deficiente] em um ser humano socialmente ativo, com uma auto-estima positiva e uma função social determinada” e, por isso “a arte poderá ser deflagradora do potencial latente em cada pessoa” (COSTA, 1995).

Uma experiência com uma criança portadora de deficiência mental de grau leve, pode comprovar este potencial da arte-educação. Esta criança será, neste relato, referida por JB.

JB tem epilepsia de pequeno mal com crises de ausência. Estas crises são diferentes daquelas que se conhece em senso comum, a convulsão motora. As crises de ausências são desconexões cerebrais que ocorrem por pequenos segundos ocasionando ao sujeito uma perda momentânea de consciência. Ao recuperá-la, após a crise, o sujeito sente algum tipo de desconforto físico. No caso de JB, este desconforto é expresso como “dor de barriga”.

A epilepsia de JB foi diagnosticada aos 3 anos de idade. Segundo relato dos médicos que acompanham seu caso, a partir do uso de medicamentos para este tratamento outras funções cognitivas ficaram compremetidas. É o caso de sua fala, leitura e escrita, bem como, seu raciocíno lógico, matemático e abstrato. Sendo assim, é válido ressaltar que sua deficiência intelectual advém desta sua condição.

O trabalho com artes plásticas durante quase cinco anos (dos 5 aos 10 anos de idade de JB) possibilitou à criança ampliar suas possibilidades de expressão, o que facilitou consequentemente seus meios de comunicação, logo sua interação social.

Para este projeto foi desenvolvido um material específico, denominado Abstrare. Este material reunia métodos e atividades que possibilitassem à criança um novo contato com o mundo externo e o estabelecimento de uma relação mais íntima e compreensiva com o mundo à sua volta, e era composto por jogos para o pensamento visual com blocos de madeira (baseado nas propostas de FURTH & WACHS, 1985), atividades de estimulação criativa através de imagens, músicas e leitura de poesias.

Inicialmente seus trabalhos apresentavam essencialmente imagens abstratas ou manchas de cores. Ao assistir vídeos de apresntações de grupos de dança e conhecer o trabalho de artistas plásticos que produziam obras abstratas, JB apresentou uma primeira transformação. Sua palheta de cores que era sistematicamente repetitiva, contendo apenas cores como marrom, vermelho, preto e branco, passou a conter também verde, azul, amarelo, laranja, dentre outros.


A predominância de trabalhos abstratos trazia a possibilidade de uma dificuldade de interação, haja vista que a abstração abre diversas possibilidades para interpretação, não sendo, então, considerada um modelo diretivo e assertivo de comunicação. Segundo Angela Philippini, imagens geradas a partir de borrões e manchas podem comunicar afetos esquecidos ou nunca experimentados (Philippini, 1994).

Os jogos com blocos de madeira possibilitavam uma nova experimentação sensória que instigava a percepção e o raciocínio, visto que as atividades eram baseadas na manipulação dos blocos com as mãos (inclusive de olhos fechados para adivinhar as formas geométricas apresentadas), na composição de cenas ou objetos com diferentes blocos e na observação e desenho deste esquemas construídos por ela. Como já dito, o objetivo era desenvolver estas funções, sendo importante, então, ressaltar que todos os seus desenhos eram aceitos, não sendo consideradas as falhas de observação ou as dificuldades e “erros” de representação.

Nas pinturas produzidas durante a aplicação deste projeto, JB, inicialmente, começou a ocupar todo o espaço da folha, preenchendo-o integralmente com cores e formas geométricas. Isto demonstrava o início de um processo de ampliação das suas possibilidades e, de certa maneira, sua aceitação por esta proposta.

Depois, passou a representar imagens figurativas e narrativas, o que demonstrou seu interesse por se fazer compreendida, e o desenvolvimento de sua capacidade de contextualização.


Continuando seu avanço, seu trabalhos passaram a apresentar maior variedade de personagens, incluido seu cuidado com detalhes de cenário, tais como árvores, flores, céu, sol.

Porém, é importante destacar que muitos outros trabalhos de JB permaneceram na abstração, o que possivelmente diz de seu estilo artístico e sua facilidade por expressar-se desta maneira. No entanto, o desenvolvimento de outras propostas e a ampliação de seu repertório plástico refletiram claramente em seu desenvolvimento social. Em primeiro lugar JB passou a cuidar melhor de seu corpo, entendo suas necessidades e assumindo noções de higiene. Com isso, passou a se relacionar mais assertivamente com sua família, sabendo falar melhor sobre suas vontades e respeitando sua próprias limitações. Por exemplo, passou a observar e a lembrar o horário de seus remédios. Seus trabalhos passaram a ser assinados, e ela tinha orgulho em mostrar o que havia feito. Talvez por isso, um relfexo também na escola, quando observou-se que, durante este projeto, JB deu saltos em sua aprendizagem, melhorando sua leitura e escrita.

Sendo assim, este exemplo ajuda a compreender e a comprovar os benefícios trazidos para o deficiente mental através dos trabalhos com artes plásticas, nos âmbitos, físicos, pessoais e sociais.

Referências bibliográficas:

COSTA, R. X. A socialização do doente mental atravéz da arte. Revista integração (1995). Acesso em universoneo.com.br

FURTH, H.G. & WACHS, H. Piaget na prática escolar. São Paulo: Ibrasa, 1979.

PHILIPPINI, A. Arteterapia, um caminho. In: Imagens da transformação. Belo Horizonte: LuzAzul, 1994.

sábado, 18 de setembro de 2010

O Corpo Simbólico


O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.

A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.

A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
(autor desconhecido)

Grupo do projeto de pesquisa em Arteterapia Organizacional
apresenta o trabalho sobre "O corpo simbólico"


Nosso corpo guarda todas as nossas experiências de forma simbólica.

Durante o processo arteterapêutico, captamos de nossa mente imagens, cores, formas, símbolos que, para Jung, podem dizer de desejos, projetos ou até mesmo sintomas.

Estudos sobre doenças psicossomáticas têm se destacado neste século XXI, enquanto a contemporaneidade parece admitir o ser humano como uma totalidade, uma integração entre Mente e Corpo.

O trabalho feito com rótulos refere-se às diversas marcas
(visíveis ou não, conscientes ou inconscientes) do nosso "corpo simbólico"


A Arteterapia apresenta-se, então, como uma ferramenta valiosa no processo de leitura simbólica de nosso corpo: do que ele nos transmite em dores, calafrios, doenças, emoções. A partir desta leitura as pessoas compreendem a responsabilidade de suas ações e escolhas com relação à sua própria saude. Para além disso, concientizam-se de sua integração com toda a natureza e o ambiente a sua volta, transformando seu modo de agir com atitudes mais assertivas, cidadãs e saudáveis.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A Árvore do Saber


Era uma vez uma árvore, que
Produzia o seu próprio alimento,
E passou a ensinar os seus frutos,
A produzirem o deles para
Terem o seu próprio sustento.
Alguns não queriam
Aproveitar os nutrientes,
Outros aproveitavam tudo,
O que a árvore lhes fornecia,
E fortaleciam as suas sementes.
O fruto que não quer amadurecer
Simplesmente apodrece,
E aquele que vai ficando maduro,
Ele cresce e se transforma
Numa árvore chamada mestre.

Recebi este poema do aluno Nicolas Vescovi na ocasião da minha despedida do Colégio Cotemig.
Agradeço a ele pelo seu carinho e a todos os outros queridos alunos, que me fizeram ir além, sonhar mais e saber mais, tendo, com isso, alimentado minhas esperanças pela Educação no Brasil! Que sejam todos grandes homens e grandes mulheres e que nos tragam bons frutos!

Com um coração cheio de saudade, carinho e amor...
Bianca

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mini-curso de Arteterapia


Para comemorar o dia do Psicólogo, 27 de agosto, a Univiçosa programou a semana acadêmica para a qual fui convidada a apresentar a Arteterapia aos estudantes de Psicologia.
Na ocasião, apresentei:
1. O conceito Junguiano de Arteterapia;
2. O processo arteterapêutico e
3. As diferenças entre Interpretação e Análise - o sujeito na busca do sentido de seus trabalhos.

Foto Acima: No canto esquerdo, de casaco, Angela,
coordenadora do curso de psicologia da Univiçosa.
Alunas do minicurso e eu!


Para concluir, fizemos uma vivência arteterapêutica, quando foram produzidas máscaras:





Foto acima: parte do circulo que fizemos para compartilharmos a vivência!

Obrigada pela oportunidade!
É sempre um grande prazer compartilhar a Arteterapia!

sábado, 28 de agosto de 2010

Responsabilidade Social

Vivência no setor de Responsabilidade Social do Sistema Abiaí-Papocas de 19 a 30 de julho, em João Pessoa/PB.
Unidade de Trabalho da empresa Camargo Corrêa: ampliação da Estação de tratamento de Agua de João Pessoa.


Estação de Tratamento de Agua



Da esquerda para a direita:Rebecca
(assistente social do sistema Abiai-Papocas),
Cida e Ricardo (secretários da Ação Social de Conde/PB) e eu.



Comitê de Organização do Dia do Bem Fazer
- proposta do Instituto Camargo Corrêa para todas as
unidades de trabalho do grupo empresarial: dia de ação social voluntária!


Centro de Referência de Assistencia Social de Conde/PB



Com a Assistente Social que me recebeu
e me acompanhou durante esta vivência: Rebecca Castro

sábado, 21 de agosto de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Seleção Amarella

Moda Artesanal - Design de Acessórios

Todas as peças são desenhadas, fabricadas e produzidas artesanalmente. Acessórios que fugem do padrão e personalizam o look. Conheça mais no blog Amarella.