quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O que é Teatro Espontâneo

por Dolores M. Pena Solléro.
Psicóloga, psicodramatista
Diretora da Trupe
"EncontrARTE - Playback Theater"

Trupe "EncontrARTE - Playback Theater"

O Teatro Espontâneo refere-se à ampliação da perspectiva teatral provocada por teatrólogos e filósofos responsáveis por esta história, articulando arte e ciência, na medida que conferem ao teatro o seu valor terapêutico. O médico romeno, Jacob Levy Moreno, foi quem, na década de 20, propôs o Teatro da Espontaneidade, na perspectiva de oportunizar o encontro das pessoas para compartilharem seus dramas sociais da época pós guerra. Sempre ocupado com as questões sociais e da humanidade, dedicou-se ao estudo dos pequenos grupos e contribuiu largamente para todo o trabalho com grupos; propôs a Sociometria, a Psicoterapia de Grupo e a partir do teatro da espontaneidade criou o Psicodrama ao conferir ao desempenho e representação de papéis um valor terapêutico inestimável.

Na década de 70, nos EUA. um casal norte americano, Jonathan Fox e Jô Salas, criou u modalidade de teatro espontâneo à qual intitularam Playback Theatre.

Inspirados numa primeira experiência de escrever e representar peças teatrais para crianças, junto a um grupo de pais, Jonathan dedicou-se a aprimorar o “contar estórias” através do teatro e então, percebendo a similaridade do seu trabalho com o Psicodrama de Moreno, passou a estudá-lo. Seu grupo recebeu grande apoio de Zerka Moreno(esposa de Moreno).O Playback Theatre ganhou mundo chegando ao Brasil da década de 90 com a Cia São Paulo Playback Theatre, dirigida até hoje por Antônio Ferrara.

O PLAYBACH THEATER, ou teatro de reprise, consiste na interação entre um grupo de atores e platéia e revela-se num espetáculo de emoções e vida. Cenas e performances são representadas por um grupo de atores (trupe) a partir de estórias contadas pelas pessoas da platéia(narradores). Num “palco” as estórias são re-contadas pela trupe (diretor e atores) e depois, cada um dos narradores compartilham com toda a platéia os sentimentos vivenciados, como possibilidades reais de transformação pessoal, interpessoal e social. (Segundo Moreno, criador do Psicodrama, as cenas re-vividas - a segunda vez- são reparadoras das primeiras.)

De forma espontânea, improvisada, criativa, lúdica e TEATRAL a vida se coloca em CENA num maravilhoso espetáculo, envolvendo a todos os participantes num clima de solidariedade e cooperação.

O Playback tem sido cada vez mais aplicado no Brasil, em diferentes contextos: escolas, comunidades, empresas, abertura de eventos, cursos, confraternizações ... Atende a diversos objetivos e propõe vários temas, sempre na perspectiva da humanização das relações, do bem viver e com-viver.

Saiba um pouco mais... espacoencontrarte.blogspot.com

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O que é Arteterapia?

por Otília Rosângela Souza
Obra: "Flor do Amazonas", por Manabu Mabe, 1979.

A Arteterapia é um processo terapêutico que visa estimular o crescimento interior, abrir novos horizontes e ampliar a consciência do sujeito sobre si e sobre sua existência. O processo é desenvolvido através de diferentes modalidades expressivas, utilizadas de forma espontânea, tais como desenho, pintura, modelagem, colagem, tecelagem, sons, música, criação de personagens e outros.
O trabalho com materiais expressivos permite que elementos da natureza e do próprio dia a dia venham a inserir-se nas atividades, possibilitando uma maior interação do homem com o ambiente e grupo social, desfrutando assim de uma vida mais saudável.
De uma forma bem resumida, podemos afirmar que a Arteterapia é uma terapia que propicia a expressão simbólica através de várias modalidades artísticas, ativando, fundamentalmente, mudanças psíquicas e a expansão da consciência. Podemos concluir que a Arteterapia é promotora da formação e transformadora de comportamento do cidadão.

Mudar significa Evoluir

Obra: sem título, por Júlia.
Pintura em têmpera guache, 2008.


Quantos de nós não somos resistentes a mudanças? Mudar dá trabalho, cansa, tira o sossego e assusta. Quantos de nós não nos acomodamos a determinadas situações e condições pelo medo do desconhecido? Mudar de casa, de trabalho, de namorado, de vida, de estilo, de visual... É minha gente, para que determinadas coisas aconteçam em nossas vidas além da coragem e determinação é preciso muita ousadia.




Ninguém gosta de errar deliberadamente. Queremos sempre acertar. Não queremos sofrer, passar por apuros e tão pouco provocar sofrimento em outros. Às vezes ficamos presos, estagnados a uma rotina, a um certo padrão para não correr nenhum risco. E como diz o ditado: "Quem não arrisca não petisca". De repente nos vemos em situações em que a vida e não perdoa uma hesitação, uma vacilada. Quando estas coisas acontecem acabamos entrando no ritmo e, aos poucos, vamos nos adaptando ao novo, ao que era aparentemente difícil, quase próximo ao impossível. Não é rara a surpresa, mas a boa surpresa.




Nos surpreendemos com nossa força, nosso caráter, nosso dinamismo e empenho que estavam adormecidos e banalizados pela apatia. Somos fortes. Todos! Podemos tudo? Quase sempre sim... Não nos conhecemos e nem tão pouco nos acreditamos. É mais fácil conhecer o outro, falar do outro, perceber o outro. Não nos observamos o bastante. Observamos sempre o que vem de fora. Estamos atentos ao trânsito, mercado financeiro, alta do dólar, violência urbana, problemas familiares, enfim, prestamos muita atenção às interferências externas que nos perturbam e nos fazem adotar outras atitudes. Quando paramos e começamos a prestar um pouco mais de atenção em nossas emoções e necessidades simplesmente as negligenciamos frente a uma prioridade circunstancial e invariavelmente externa.




Procuramos o dentista quando o dente dói. Procuramos o médico quando o corpo já está doente. Procuramos economizar quando o dinheiro começa a faltar. Vamos adiando, adiando, como se fossemos senhores do tempo e de uma vontade maior. A partir do instante que criamos coragem para nos enfrentar muita mudança pode acontecer. Mudar implica em decidir e decisão é coisa de gente grande. Quando há uma decisão, não importa o tempo para sua concretização e efetivação.




Uma mudança interna ocorre e nos levará a assumir um comportamento, a tomar uma atitude que por si só é muito positiva. Mudar implica em evoluir, melhorar. Toda mudança implica em movimento e movimento é VIDA! A vida não é estagnada, parada. Tudo está em movimento o tempo todo. Por que assistir de camarote? A vida é um grande espetáculo do qual fazemos parte do elenco... Ouse!




Não tenha receio de errar, errar também é aprender. Busque inspiração na criança que está aprendendo a andar. Se hoje você anda foi porque tentou, caiu, se machucou, levantou, tentou novamente e conseguiu. Existe um ditado chinês que diz o seguinte: " Ele não sabia que era capaz, só conseguiu, pois ninguém o avisou sobre isto... ".

Viver como as Flores

Obra: Despertar, por Bianca Solléro.
Pintura com Têmpera Ovo em papelão, 2007.


"Um homem chamado Alexandre perguntou a Lucas:
- Como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes, algumas são indiferentes, e continuou... sinto ódio das que são mentirosas, sofro com as que caluniam.
Então Lucas disse para Alexandre:
- Meu querido irmão... Viva como as flores
- Como é viver como as flores? perguntou ele.
- Repare nestas flores, disse Lucas, apontando seus lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra mancheo frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.Os defeitos deles são deles e não nossos.Se não é nosso, não há mal para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores."
Autor desconhecido

A coragem social



Reprodução do trecho do livro "A Coragem de Criar "de Rollo May (2ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983. 143p).


“A terceira espécie de coragem é o oposto da apatia descrita acima [a coragem moral], a que chamo coragem social. É a coragem de se relacionar com os outros seres humanos, a capacidade de arriscar o próprio eu, na esperança de atingir uma intimidade significativa. É a coragem de investir o eu, por certo tempo, num relacionamento que exigirá uma entrega cada vez maior.
A intimidade requer coragem porque o risco é inevitável. Não é possível saber, logo no início, de que forma o relacionamento nos irá afetar. Crescerá, transformando-se, em auto-realização, ou nos destruirá? A única coisa certa é que, se nos entregarmos totalmente, para o bem ou para o mal, não sairemos ilesos.
Uma atitude comum nos nossos dias consiste em fugir à responsabilidade de estruturar a coragem necessária para um relacionamento autêntico, deslocando o centro da questão para o corpo, transformando-o num caso de coragem física. Em nossa sociedade, é mais fácil desnudar o corpo do que a mente ou o espírito; mais fácil compartilhar o corpo do que as fantasias, desejos, aspirações e temores, pois estes são assuntos privados, cuja revelação nos torna mais vulneráveis. Por estranhas razões, envergonhamo-nos de compartilhar o que realmente importa.
Mas, a intimidade que começa a nível físico, e aí permanece, deixa de ser autêntica, e em pouco tempo estamos procurando fugir ao vazio. A coragem social autêntica requer intimidade simultânea nos vários níveis da personalidade. Só assim é possível vencer a alienação do indivíduo. Fazer novos conhecimentos provoca sempre alguma ansiedade, aliada ao prazer da expectativa, e à medida que o relacionamento se aprofunda, cada descoberta é marcada por novo prazer e por uma nova ansiedade. Cada encontro pode ser o precursor de algo novo em nosso destino, bem como um estímulo na direção do prazer excitante de realmente conhecer alguém.
A coragem social exige o confronto de duas espécies de temor, muito bem definidas (...). A primeira é o “medo da vida”. É o medo de viver por si mesmo, o medo de ser abandonado; a necessidade de depender de alguém. Caracteriza-se por uma entrega tão completa, que nada sobra para o relacionamento. O indivíduo transforma-se no reflexo da pessoa amada – e esta, cedo ou tarde, aborrece-se com isso. Seria o medo da auto-realização. Este temor estaria mais associado às mulheres.
Ao temor oposto, chama-se “medo da morte”. É o medo de ser completamente absorvido pela outra pessoa, o medo de perder a identidade e a autonomia, medo de que lhe roubem a independência. Este é o medo associado aos homens, pois procuram sempre deixar uma porta aberta para a fuga rápida, caso o relacionamento se torne muito íntimo.
Podemos concordar que tanto homens quanto mulheres enfrentam os dois tipos de temores. Oscilamos entre os dois durante toda a nossa vida. São, na verdade, as formas de ansiedade reservadas a todos os que, de alguma forma, se preocupam com alguém. Contudo, para se realizar, o indivíduo precisa enfrentar esses temores, e ter consciência de que, para crescer, não basta sermos nós mesmos, mas é preciso participar da individualidade de outros.”
“A coragem não é uma virtude nem um valor entre os valores do indivíduo, como o amor ou a fidelidade. É o alicerce que suporta e torna reais todas as outras virtudes e valores. Sem ela, o amor empalidece e se transforma em dependência. Sem a coragem, a fidelidade é mero conformismo.”

III Encontro Mineiro de Arte-terapia




O III Encontro Mineiro de Arte-terapia ocorreu em novembro. Maravilhoso como sempre! Todo mundo tem que experimentar um dia!!!

Ser especial na educação especial

por Bianca Solléro
Obra: sem título, por Júlia.
Pintura em Têmpera guache, 2008.

Resumo: estudo sobre a relevância dos vínculos afetivos na relação professor-aluno nos processos educacionais de crianças com dificuldades de aprendizagem. Baseado especialmente nos pensamentos de Vygotsky sobre a educação especial, trata de apresentar os resultados alcançados a partir de uma relação de afeto e compreensão: as evoluções psíquicas que foram constadas nos trabalhos de expressão artística de JB, uma criança de nove anos, com dificuldades no desenvolvimento cognitivo e de aprendizagem.
Introdução:
Ao estudar a história da psicologia na Educação, especialmente no que interessa à psicologia sobre a relação Educação X Cultura, percebi a Escola como um simples “aparelho ideológico do Estado” (como a designou Althusser), preocupada em reproduzir a cultura dominante sem relevar a cultura individual que cada aluno traz consigo: o que a criança já sabe do mundo – suas relações sujeito-objeto, as maneiras de ver e pensar o mundo. A partir daí, notei que a relação afetiva vem sendo, desde muito tempo na história da educação, negligenciada pela escola.
Esta falta me chama a atenção especialmente por ser neste século XXI, quando as novas tecnologias trazem o tempo como um inimigo e a velocidade como a potente arma para vencê-lo. Visto isso, as próprias escolas adotam a velocidade nos processos de ensino, enfatizam a intelectualização e acabam esquecendo a importância dos vínculos afetivos os quais deveriam ser estabelecidos entre educadores e educandos.
Tais vínculos se fazem mais importantes e fundamentais na educação especial, destinada a sujeitos portadores de dificuldades de aprender, sejam essas de nível físico, mental ou neurológico.

Vínculos afetivos na educação especial
A educação especial foi estudada por vários pensadores dentre os quais destaco Vygotsky. Para este autor, toda criança portadora de algum déficit de aprendizagem já se apresenta à sociedade com certa posição especial, a partir da qual estabelecerá relações diferenciadas das que transcorrerão com crianças ditas “normais”. Ou seja, junto com o núcleo das características biológicas (que designam sua deficiência) passa a ser construído um segundo núcleo, o das relações sociais. São as interações que ocorrem neste segundo núcleo que são responsáveis pelo desenvolvimento humano. Isto quer dizer que as relações interpsicológicas (do sujeito para o objeto) se transformam em intrapsicológicas (do sujeito para ele mesmo) a partir do modo como o sujeito vê, pensa e age com o mundo.
Sendo assim, ciente de que o educador estabelece uma relação com o educando, é preciso ressaltar que esta relação deve ser bem construída e recheada de afeto para que o seu mundo intrapsíquico (que será estabelecido a partir também dessa relação) seja o mais saudável possível.
Visto que o educando já dispõe de dificuldades em aprender, o educador deve se fazer especial nesta relação. Quando se estabelece o vínculo afetivo, as situações de aprendizagem tornam-se mais suaves e interessantes. O olhar permeado de afetos do professor transmite ao aluno sua confiança e o faz acreditar em si mesmo. A partir daí, a criança se constitui como um sujeito “ativo e autor do próprio conhecimento”.
No entanto, para que o professor seja de fato especial, é importante que ele leve em consideração o que o aluno já possui, que valorize o que ele já sabe. Como coloca Vygotsky, não devemos nos ater às suas dificuldades e à deficiência em si. Ao contrário, devemos ressaltar como a criança já se apresenta em seu processo de desenvolvimento, como ela se organiza. Ao mesmo tempo em que a deficiência impõe obstáculos, o professor deve se atentar à maneira como esses obstáculos poderão ser transformados em estímulos para a criança.

O Caso JB
Desde 2005 desenvolvo um trabalho com uma criança (JB, nove anos) com diagnóstico de epilepsia. Com este problema neurológico detectado aos três anos de idade, JB passou a tomar remédios muito fortes capazes de controlar suas “crises de ausência”. No entanto, ao longo de seu desenvolvimento, JB passou a demonstrar dificuldades de aprendizado e de cognição, déficits de atenção e concentração.
Os nossos encontros são momentos lúdicos e criativos que envolvem as artes plásticas (como ferramenta principal), a música e a dança (como ferramentas acessórias) com os quais JB desenvolve seu olhar, sua percepção, sua motricidade, sua cognição. No entanto, um fator muito curioso permeava suas criações: JB só se expressava abstratamente e não utilizava o figurativo por vontade própria (apenas quando lhe era solicitado).
Os estudos de Vygotsky relatam a transformação das relações interpsíquicas nas intrapsíquicas a partir do pressuposto de que a criança interage com um mundo “mediado por signos”. Ao olhar para o caso de JB, considerando o que diz Alois Rielg que a criança representa o mundo a partir das suas necessidades psicológicas e das relações que estabelece com ele, percebi que JB não via necessidade de se expressar figurativamente e representava de forma pouco clara sua comunicação com o mundo externo. Suas pinturas, refletindo principalmente seu mundo interno, me levavam a concluir sobre o fato de que suas relações não se cumpriam satisfatoriamente.
Sendo assim, enquanto parte especial de suas relações como educadora, me propus a ajudar JB construindo com ela uma relação consistente e de afetividade, ressaltando o que ela tinha de mais positivo. A partir daí, elaborei, em 2007, um material didático denominado Abstrare, com o qual trabalhamos até junho de 2008. Este material era composto por jogos para o pensamento visual e atividades que enfocavam estímulos visuais e sonoros como por exemplo pranchas de pinturas espalhadas pela sala ao som de música ou poesias recitadas. Durante este projeto ressaltei principalmente suas habilidades já desenvolvidas e deixei claro que aquelas atividades não pretendiam mudar seu modo de se expressar (por que ele é especial e muito importante), mas que o objetivo era enfatizá-las dentro de um processo de definição de seu próprio estilo artístico.
Sendo assim, ao se ver valorizada, JB passou a se interessar mais por suas pinturas: mostrava-as para toda a família e assinava seu nome justificando-se “Esse desenho é meu!”. Ao mesmo tempo, passou a fazer desenhos figurativos intercalando seus trabalhos abstratos por que percebeu que aqueles atingiam um nível de comunicação mais direta.
Hoje, JB interessa-se mais pelo figurativo do que antes, mas ainda assim prefere o abstrato. Este é seu modo único que deve ser considerado, valorizado e respeitado.
Num outro momento em que JB apresentou-se no nosso encontro vestida de bailarina, não hesitei em colocar música clássica para exercitarmos nosso corpo. As atividades de aquecimento eram propostas ora por mim ora por ela, incentivando sua autonomia de criação. À medida que JB se sente capaz na criação ou execução de uma tarefa ocorre uma relação de confiança e nosso vínculo afetivo enriquece. Nesta ocasião em que eu especialmente me preocupei com a qualidade deste vínculo e o coloquei em evidência, JB, ao se cansar, pediu para fazer um desenho e o fez figurativo.

Conclusão
Levando em consideração o que diz Vygotsky e Rielg, pude concluir que o vínculo afetivo se faz necessário nas relações dos processos educativos porque promove um entendimento mais claro e prazeroso da criança com o mundo a sua volta. Logo, no caso de JB, essa suposição pode ser confirmada ao constatar que seus desenhos figurativos ressurgem especialmente nas ocasiões em que o vínculo afetivo é evidenciado.
Desta maneira, ainda que eu me refira neste artigo à educação especial como sendo aquela destinada a crianças portadoras de alguma dificuldade de aprendizado, reforço a ambigüidade desta expressão. Todo processo de educação, seja destinado a quem for, deve ser visto como único e especial pois cada sujeito é diferente. Cabe ao educador valorizar suas potencialidades e descobrir maneiras de trabalhar sua “cultura individual”, revelando-se assim único, criativo e verdadeiramente especial!
Referências bibliográficas:
LIMA, Nádia Laguárdia de; GUERRA, Andréa Máris Campos (Orgs.). A clínica de crianças com transtornos no desenvolvimento: Uma contribuição no campo da Psicanálise e da Saúde Mental. Belo Horizonte: Autêntica; FUMEC, 2003. 280p.
LOWENFELD, Viktor. A criança e sua arte (um guia para os pais). 2ª edição. São Paulo: Editora Mestre Jou, 1977. 228p.
MONTEIRO, Mariangela da Silva. A educação especial na perspectiva de Vygotsky. In: Vygotsky um século depois. 1998. p. 73 – 84.
VIGOTSKY, L.S. Pensamento e Linguagem. Trad. Jefferson Luiz Camargo. 3ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005. 194p.

Arte-educação na perspectiva sócio-histórica

por Bianca Solléro
Obra: A amoreira, por Van Gogh.

Este texto foi elaborado para ser apresentado na I Jornada do Núcleo de Psicologia Social, um evento do curso de Psicologia da PUC-Minas, em 2008, para o qual fui chamada a compor a mesa de discussão a cerca do tema “Arte na perspectiva Sócio-histórica”. Sendo assim, tomo como ponto de partida a frase de Vygotsky apresentada pela coordenação da mesa: “A arte não é o adorno da vida”.
Se pararmos para pensar “o que é arte?” ficaremos horas elaborando uma boa resposta, mas dificilmente chegaremos a uma conclusão irreversível e única. Afinal de contas a compreensão de Arte vai muito além de qualquer definição. De qualquer maneira, quero citar uma frase que escuto freqüentemente de meus alunos (aparentemente otimistas) quando se deparam com esta questão: “Ué professora, tudo é arte...”. Ao que eu prefiro completar: “Tudo pode ser arte”. Justifico-me considerando que a possibilidade que incita o “poder ser arte” inclui a maneira de ver e o modo de interpretar de cada um que é diferente.
Um dos princípios básicos do Ensino de Arte – como deve ser noutras disciplinas e como consta enquanto dever do cidadão na nossa Constituição Federal – é o respeito às diferenças em geral, incluindo as de opiniões. No entanto, a Arte é a disciplina que trata das variadas formas de expressão e por isso trabalha com foco no respeito à multiculturalidade mas também instiga o ser humano a estar sempre em busca de novas possibilidades bem como novas soluções, ou seja, a não se ater a uma determinada opinião mas ver o mundo sob novos ângulos. Algumas pessoas insistem em não acreditar nisso e em não enxergar o valor das faculdades artísticas desenvolvidas em nosso cérebro quando estudamos Arte. Estas pessoas, com certeza, não tiveram Arte em seu currículo escolar ou se tiveram não foi uma experiência bem sucedida. Por isso vou mostrar algumas aplicações reais.
O desenho de observação é uma atividade em que os alunos devem desenhar o objeto colocado pelo professor. A intenção é que os alunos tentem representá-lo da maneira mais próxima ao real. No entanto, jamais este desenho será exatamente o objeto porque será representado pelo traço do aluno, ou seja, é o objeto interferido pelo olhar, pela subjetividade e interpretação do aluno. Sendo assim, aí se estabelece a relação e conseqüente interação do sujeito com o objeto, logo, do mundo interior e o mundo exterior do aluno. Vigotski nos fala desta importância e considera que o desenvolvimento da mente e o aprendizado decorrem das inter-relações entre sujeito e o mundo. Concomitantemente a atividade exercita a capacidade de observação do indivíduo, que nos é tão necessária e talvez por ser tão óbvia não avaliamos sua importância. Você precisa observar seu caminho de ida, para saber voltar; observar o modo de agir de um empregado para saber se ele atinge suas expectativas; observar um produto que deseja adquirir para que possa comparar com outro. Principalmente esta capacidade desenvolve outra ainda mais complexa: a percepção. “A percepção (...) origina-se numa misteriosa faculdade de nossa sensibilidade – a intuição.(...) A intuição vem a ser uma característica essencialmente humana, constituindo uma das vias cognitivas mais importantes do homem. Sobretudo sua função sempre criativa” (OSTROWER, 1994). A intuição revela-se para nós cotidianamente à medida que temos que decodificar variados sinais que nos são transmitidos pelas diferentes relações que assumimos a fim de apreender significados e definir nossas atitudes perante os outros.
Especialmente no desenho e na pintura ou na produção de baixos relevos, a Arte trabalha a noção de perspectiva. Neste sentido, a perspectiva imprimirá na obra os aspectos de profundidade e proximidade. Além disso ela evoca o ponto de vista do artista, e aí o professor trabalha com as diferenças de ângulos vistos pelos alunos, a possibilidade de escolher um novo ângulo ou de perceber o objeto ou a cena por um novo olhar. Esta capacidade nos é requerida em situações cotidianas onde podemos elaborar diferentes soluções para um mesmo problema ou diferentes significados para um mesmo signo.
As aulas de Arte proporcionam ainda o desenvolvimento da criatividade, em atividades de tema livre que permitam aos alunos amplas possibilidades de expressão. A criatividade, diferente do que se pensa o senso comum, não é propriamente uma capacidade subjetiva porque o indivíduo relaciona-se constantemente com o mundo e é a partir desta relação que desenvolve-se a criatividade. Sendo assim, “ela não pode ser estudada simplesmente em termos do que se passa no íntimo de uma pessoa. O pólo correspondente ao mundo é inseparável da criatividade do indivíduo” (MAY, 1982.) Ou seja, se o aluno não elaborar uma relação íntima e interessante como o mundo, o qual a arte propicia, sua criatividade não será bem desenvolvida. Intercalando a outras disciplinas, “um aluno que exercita continuamente sua imaginação estará mais habilitado a construir um texto, a desenvolver estratégias pessoais para resolver um problema matemático” (PCN, 2000). Criar e conhecer são indissociáveis. “O símbolo configurado em materialidade leva à compreensão, transformação, estruturação e expansão de toda a personalidade do indivíduo que cria” (PHILIPPINI, 1994).
A capacidade de abstração também é trabalhada e tem desdobramentos cotidianos. Refere-se a nossa capacidade de julgar o que realmente é importante, priorizar o essencial e descartar o acessório. O artista que se expressa por meio da abstração enfoca um tema particular sobre seu ponto de vista e possibilita o espectador várias formas de interpretação.
O conhecimento da história da arte possibilita um entendimento diferente dos processos sociais e do desenvolvimento da humanidade, além de apresentar documentos da história política e da memória cultural.
Em suma, a arte é a disciplina capaz de dialogar e interagir com todas as outras. Propõe desafios que aprimoram as conexões nervosas, desenvolvem a inteligência e as funções psicológicas superiores como a percepção, atenção, linguagem e pensamento. “O que distingue essencialmente a criação artística das outras modalidades de conhecimento humano é a qualidade de comunicação entre os seres humanos que a obra de arte propicia, por uma utilização particular das formas de linguagem.” (PCN, 2000) Esta comunicação facilita, ainda, o processo socializador do individuo.
“A arte é um meio de comunicação entre consciências. Existe arte toda vez que se dá esse contágio. Mas ela só cumpre a sua verdadeira missão quando o contágio em virtude do qual as consciências se comunicam, leva os indivíduos, habitualmente isolados, a se reconhecerem entre si como membros da humanidade. Nem todos os sentimentos e pensamentos são compatíveis com essa missão ética e espiritual de fortalecer a união entre os homens e contribuir para a fraternidade universal.” (NUNES,2003)
Para finalizar cito uma frase de Oscar Wilde: “Estamos todos deitados na sarjeta, porém alguns estão olhando as estrelas”. Desta forma, concluo que concordaria totalmente com Vigotski se ele tivesse acrescentado uma palavrinha à sua frase: “ a arte não é apenas (ou simplesmente) o adorno da vida. Por que a arte é também algo que embeleza a vida porque nos permite novos olhares, permite-nos ver as estrelas independentemente de onde estejamos, e isso não é simplesmente adorno, é antes de tudo, essência!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
MAY, Rollo. A coragem de criar. 2ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983. 143p.
NUNES, Benedito. Introdução à filosofia da arte. 2ª edição. São Paulo: Ática, 1989. 128p.
BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais. 2. ed. Brasília: A Secretaria, 2000. 10v.
PHILIPPINI, Ângela. Arteterapia, um caminho. In: Imagens da Transformação. Luzazul Editorial, 1994. pp. 04-07
OSTROWER, Fayga. Loucura e criatividade artística. In: Imagens da Transformação. Luzazul Editorial, 1994. pp. 22-26

Fotografia - homenagem a um vô que se foi








Trabalho de Fotografia apresentado à Escola de Belas Artes (UFMG) em 2005

Colagens

"Design é ver a vida de uma forma mais bonita"

Flutuante, 2010


Uma vez assim, 2005

Pra inventar, 2004

Considerações sobre Arteterapia Organizacional e Responsabilidade Social


*postagem reformulada em fevereiro de 2011
As contingências organizacionais mundiais configuram um cenário paradoxal que é, ao mesmo tempo, individualista e sem lugar para o “Eu”. Egoísmo e subjetividade misturam-se e repelem-se concomitantemente.
Pensar a Organização é pensar um conjunto de subjetividades que precisam estar alinhadas para um mesmo objetivo. Visto isso, só será possível este alinhamento caso o objetivo inclua habilidades e desejos de todos, abrangendo o bem-estar comum. Neste sentido, a Arteterapia Organizacional demonstra seu potencial para atuar nas relações internas das organizações, afim de promover o alinhamento de interesses.
O projeto aqui relatado comprovou sua eficiência e constatou que desenvolver a criatividade no contexto organizacional a partir de um processo arteterapêutico possibilita (1) ao trabalhador reconhecer-se e espelhar-se nas funções desempenhadas no cargo que ocupa, encontrando soluções inovadoras e prazeirosas, e (2) à Organização, atingir seus objetivos com maior qualidade através da aceitação e coesão de habilidades e consequente melhoria das relações internas.
Durante o processo, observou-se que os trabalhos apresentavam cada vez mais símbolos ou temáticas em comum. Percebeu-se, assim, a presença do Inconsciente Coletivo. Mais que isso, ao considerar a concepção junguiana de Inconsciente Coletivo descrita por Humbert (1985, p.111) como “um modo de comportamento cuja adaptação é regulada por uma finalidade interna inconsciente” pode-se concluir que a expressão de imagens em comum nos trabalhos do grupo revelam o alinhamento de objetivos. Ademais,
“Jung define o inconsciente como sendo uma realidade objetiva, cuja atividade é criativa e possuindo o que em termos de consciente chamaríamos de um saber.” (Humbert, 1985, p.113)

Desta forma, a nitidez do Inconsciente Coletivo expresso neste grupo, comprova a crescente sintonia intra-grupal, o potencial criativo e a congruência das finalidades individuais em prol do sucesso da organização, aspectos estes estimulados pelo processo arteterapêutico.
Outro alcance deste projeto que merece ser ressaltado é o respeito às individualidades, que foi expresso pelos participantes durante os encontros. Socialmente adiquirimos dificuldades para lidar com o diferente.
“Quando não consideramos a diferença de forma tranquila, tendemos a acolher ou incluir os que nos são diferentes “apesar” da diferença, excluindo da relação exatamente aquilo que as pessoas são, portanto, estabelecendo uma relação em que a riqueza da diferença não está presente porque o “outro” não está presente, apenas nosso narcisismo subjugando e se impondo autoritatiamente. Realizamos julgamentos e revelamos os preconceitos e estereótipos que aprendemos ao longo da vida com uma facilidade imensa sem considerar nossa própria condição e sem questioná-la quando somos do grupo dominante.” (BULGARELLI, 2002, p. 38)

Por outro lado, a Arte contém em si a multiculturalidade, a diversidade de estilos, a variedade de idéias e propõe o respeito à livre-expressão. Visto isto, o trabalho arteterapêutico desenvolve um olhar amplo que permite perceber a diversidade enxergando e aceitando o outro e, também, a si mesmo.
Sendo assim, ao passo que o desenvolvimento sustentável considera a ecologia pessoal, ambiental e social, interessa para a Responsabilidade Social a proposta da Arteterapia que contribui para o alcance da harmonia e do equilíbrio global porque promove relações e ambientes mais saudáveis.
Neste contexto, este trabalho apresentou um conceito amplo de “saúde” para além da “saúde ocupacional”: a “saúde organizacional” conforme MORGAN (1996). Observou-se, portanto, que o desenvolvimento do projeto arteterapêutico num grupo empresarial promoveu, ainda, o autoconhecimento e o fortalecimento das estruturas intrapessoais a partir das experiências de observação do outro e de busca pelo equilíbrio biopsicossocial.
O projeto atingiu o objetivo principal, melhorando e relacionamento do grupo e estimulando-o à criatividade. No entanto, não teve condições de avaliar específicamente os resultados que possivelmente refletiram em melhorias também para o ambiente externo da Organização. Mesmo assim, garantido o desenvolvimento das relações, o projeto atendeu aos quesitos da Responsabilidade Social no que se refere à promoção e manutenção da qualidade de vida dos profissionais envolvidos e, consequentemente, da própria empresa.

Referências Bibliográficas:
BULGARELLI, R. Valorização, promoção e gestão da diversidade. Revista Marketing. N.356. São Paulo: Referência, 2002.
HUMBERT, E. G. Jung. 2. ed. São Paulo: Summus, 1985.
MORGAN, G. Imagens da Organização. São Paulo: Atlas, 1996.


Desenvolvimento Sustentável no Brasil

*Postagem reformulada em fevereiro de 2011

“Em 2002, durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em Johanesburgo, na África do Sul, a ONU ratificou as Metas de Desenvolvimento do Milênio, que foram instituídas em 2000. Naquela ocasião, apesar do sentimento de frustração quanto aos acordos multilaterais entre governos, a significativa participação do setor empresarial trouxe uma nova esperança para a sociedade global. Ficou demonstrada a possibilidade de geração de valor em sintonia com a promoção do bem estar social e da conservação ambiental.” (Fonte: site oficial CEBDS)

Não é objetivo deste trabalho especular os motivos pelos quais as empresas têm se importado cada vez mais com as políticas e as práticas do Desenvolvimento Sutentável: se é por tomada de consciência ou por mero cumprimento à fiscalização burocrática. Até porque, esta discussão varia de acordo com cada cultura organizacional e, por extensão, culturas regionais e nacionais.
Sendo assim, para além disso, é preciso reconhecer este crescimento como extremamente positivo e valioso, apesar de ser ainda ingênuo e não alcançar resultados de maior amplitude. Ainda que tardiamente, se comparado ao desenvolvimento da sociedade e da Natureza, estes primeiros passos da preocupação mundial frente à Sustentabilidade, tem caminhado assumindo perspectivas maiores e melhores!
 Neste caminho, percebendo o aumento da demanda empresarial sob este foco, o Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável criou Câmaras Temáticas, subdivididas em “Biodiversidade e Tecnologia”, “Energia e mudança do clima”, “Gestão Sustentável”, “Comunicação e Educação para a Sustentabilidade”, “Legislação ambiental”, “Construção sustentável”, “Finanças sustentáveis” e  “Água”.
Outras medidas vêm sendo tomadas como a elaboração de um projeto para a certificação do Sistema da Gestão da Responsabilidade Social, bem como o Projeto de Lei nº 1305/2003 que dispõe sobre a regulamentação da Responsabilidade Social das sociedades empresárias nacionais e estrangeiras que atuam no Brasil.
Desenvolvimento sustentável implica, necessariamente, em responsabilidade social. Neste processo observa-se, então, que em alguns casos, “a responsabilidade social vem se tornando um referencial de excelência para o mundo dos negócios, sob a perspectiva de um modelo de desenvolvimento sustentável, que resulta da harmonia entre as dimensões econômica, social e ambiental” (SORATTO, et al. 2006, p. 13).

Bibliografia:
SORATTO, A. N. Sistema da gestão da Responsabilidade Social: desafios para a certificação NBR 16001. Revista Gestão Industrial On Line. Paraná: V.2. n.4:p 13-25, 2006 Disponível em < http://www.pg.utfpr.edu.br/depog/periodicos/index.php/revistagi/article/view/89/86> Captado em: 10/09/2010

Responsabilidade Social Empresarial

* postagem reformulada em fevereiro de 2011


O paradigma que circunda o contexto sócio-organizacional atual surgiu mediante as rápidas transformações que o final do século XX apresentou: uma ideologia materialista, capitalista e globalizada que interfere diretamente nas contingências sociais.
Este novo modelo, portanto, implica não somente uma nova organização político-econômica como, principalmente, uma nova organização social. “Nessa nova ordem, a sociedade surge como detentora de um novo papel que é o de não só reivindicar, mas principalmente realizar as ações que o Estado, nesse novo modelo, não mais realiza” (MANCINI et al. 2004, p.4).
Dentro deste novo paradigma, numa perspectiva otimista, ainda que sem a devida amplitude, pode-se afirmar que cada vez mais empresas, instituições e organizações percebem-se com um papel fundamental: o de contribuir para a harmonia e o bem-estar social. No entanto, somente esta percepção não é suficiente visto que o objetivo destas personagens está focado na acumulação de bens e no crescimento econômico. Daí, um dos principais desafios da contemporaneidade: o desenvolvimento sustentável. Do ponto de vista empresarial e mercadológico, como crescer, conquistar o mercado, lucrar e ainda considerar o bem-estar de toda a comunidade? O desafio talvez seja convergir interesses individualistas e materialistas com interesses ambientais e sociais.
Observa-se, então, que a luta por resolver este desafio tem tomado grande importância o que, paradoxalmente, promove olhares mais atentos para as organizações que o consideram e, consequentemente, rende bons frutos publicitários.

           Enfim, para que isso não seja apenas mais uma maquiagem e a título de observar e fiscalizar o cumprimento deste “novo papel”, instituições foram criadas para este fim, como é o caso do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável e dos conselhos nacionais como o Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).


                    Referências Bibliográficas:



MANCINI, S. et al. Qualidade de Vida no Trabalho e Responsabilidade Social. 2004 Disponível em: < http://www.bvsde.paho.org/bvsacd/cd25/qualidade.pdf> Captado em: 15/07/2010