terça-feira, 20 de julho de 2010

Canto para minha terra

Quero um fato que me alivie
Quero um acontecimento em turbilhão
Quero que os jornais desfilem
Quero viver de ilusão

Desejo a mulher da vitrine
Desejo carne e papelão
Desejo que me vendam à vontade
Desejo uma liquidação

As palavras morreram
Fique calado e acene com a mão
Se vocês correrem
Dá tempo pro último não.

Não quero mais esses segredos
Desgosto de desejos sem paixão
As fábricas de sentidos me gastaram
- Pra quê poesia? - tem televisão

O mundo se despede das palavras
O mundo é reinado da visão
Um cartaz de frases pontuadas
A barganhar seu coração

Quero a desgraça alheia na vitrine
Desejo a mulher que vendem num leilão
Quero culpados e presos nesse crime
Desejo só não ser eu não



Autor: Sérgio Mitre

domingo, 4 de julho de 2010

Preservação da Serrinha




Pessoal,
para que cantinhos como aquele que conheci em Marinhos existam para nossos netinhos (e mais), votem para que a Serrinha seja incluída no projeto do parque de Preservação Natural.


O homem pode desfrutar do que a natureza lhe oferece, claro! Mas também precisa cuidar dela, né?
Portanto, visitem o blog http://abraceaserradamoeda.blogspot.com/ e deixem sua opinião sobre isso. A enquete está quase no final da página, lá em baixo à esquerda.

Explorando com limites somos ainda mais ricos!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Festa da Colheita em Marinhos



Negócio é o seguinte:
o mundo tem cantinhos especiais que a gente mal conhece. O problema é que diante das atuais circunstâncias estes cantinhos podem acabar sumindo sem que muita gente se dê conta da grandiosidade que eles guardam.



Semana passada (ainda bem!) conheci um: Marinhos fica no distrito de São José do Paraopeba. Aconteceu lá a Festa da Colheita que foi criada por um grupo de plantio comunitário da região que trabalha junto há 25 anos. Esta festa "celebra a colheita do alimento e revive os modos de produção agrícola dos antepassados, a partir de danças e ritos"
( abraceaserradamoeda.blogspot.com)



A essência da nossa cultura dá um sabor especial pra nossa vida e ela está por aí quase perdida, quase desvastada com a natureza. Bora preservá-la?