domingo, 24 de outubro de 2010

MORENO, Jacob Levy e sua concepção de GRUPO



Desenho de J. DAVID LEE*


Escrito por Dolores M. Pena Solléro**

Enquanto o mundo se revirava e procurava re-inventar ou inventar novas relações, em meio às guerras e divisão da humanidade, o médico psiquiatra romeno, Moreno, construía-se e organizava seus conhecimentos e fazia explodir nos EUA pós guerra possibilidades para tal a partir da Sociometria: um método para a medida das relações interpessoais e uma ciência para a dinamização das relações. Elegeu o grupo como a possibilidade de convergir recursos para a transformação das relações e, por conseguinte, da sociedade e do mundo, entendendo o homem como ser de relação, ser social. O Homem co-constrói a sociedade e se constrói, a partir das suas relações com o outro e com o mundo. O grupo agrega e dinamiza as possibilidades de construção e de transformação social e individual.

Desde sua infância e depois ainda jovem, Moreno tratou de pensar o homem e o seu fascinante poder criativo. Nos jardins de Viena propiciava o encontro de crianças para teatralizarem seus conflitos e quando ainda universitário propôs grupos de encontro para os “marginalizados” com o objetivo de se darem direitos e o resgate de suas dignidade.

Criou a Psicoterapia de Grupo e o Psicodrama, a partir do teatro da espontaneidade, inspirado no teatro aristotélico, constituindo-se mais tarde como método de tratamento psicoterapêutico. Como pilares teóricos enfatizou a espontaneidade-criatividade. Valorizando o homem espontâneo, concebeu o homem cósmico: uno, indivisível, interrelacionado. Nos grupos depositou a ênfase das possibilidades transformadoras, sociais e dos indivíduos, na medida que as relações interpessoais (num mesmo grupo) e inter-grupais (entre grupos) dinamizam novas formas de compreensão e de ação, possibilitando um agir mais espontâneo. O Homem espontâneo é o homem saudável, capaz de criar, reinventar e transformar para novas possibilidades de ser, sentir, pensar e agir.

Na contemporaneidade, na Socionomia (ciência das interrelações) encontramos convergidos todos os ensinamentos, proposições e contribuições de Moreno para a análise, compreensão e dinamização dos grupos, capaz de favorecer o trabalho sócio-terapêutico com/em GRUPO. A Socionomia, didaticamente, subdivide-se na Sociometria, dimensão social das interrelações, e na Sociatria, referindo-se aos métodos de tratamento nas dimensões sociais e individais: Psicoterapia de Grupo, Psicodrama e Sociodrama (axiodrama, jornal vivo, etc).

*Desenho retirado do blog de J. DAVID LEE em: http://jdavidlee.blogspot.com/2008/06/jacob-levy-moreno.html

** Dolores Maria Pena Solléro é Psicóloga, Psicoterapeuta, Psicodramatista, Didata e Supervisora pela FEBRAP- Federação Brasileira de Psicodrama.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

E viva a diferença!!!

O artigo "Uma proposta da Arte-educação para a inclusão social do deficiente mental" foi apresentado para a turma do décimo período (noite) de Psicologia da Universidade Fumec como um dos tópicos do trabalho sobre Deficiência Mental, exigido pela professora Márcia Veiga que leciona a disciplina Psicologia e Educação III.


À esquerda, professora Márcia Veiga,
durante a atividade proposta de desenho coletivo.


Nesta ocasião, nosso grupo propôs uma atividade lúdica que possibilitasse a reflexão sobre a aceitação das diferenças.
Sendo assim, realizamos um desenho coletivo.


Cada aluno escolheu um material (canetinha, giz de cêra, lápis de cor ou tinta) para iniciar um desenho numa folha branca. Após 30 segundos esta folha passava para a direita para que este trabalho fosse complementado por outra pessoa.

Cada um deixava na folha seu traço, sua cor, seu tema.
E assim, um desenho diferente de todos, com um pedacinho próprio de cada um era criado!


Entre amigas do curso de Psicologia e, ao fundo,
mural com os trabalhos do desenho coletivo!

Nossa reflexão? Cá está:
A diferença é o que nos faz únicos!
E, em nossa unidade, somos partes indispensáveis de um TODO
mais criativo, mais rico, mais sensível e harmonioso!

Assim, mais uma vez a ARTE comprova sua capacidade de unir consciências e atitudes na construção de um mundo melhor para todos!