sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Por enquanto

Enfim, ficou pronta!
Enquanto conto os dias pra ser Psi, divulgo minha logo temporária! Com muito orgulho!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Organizações: uma perspectiva mais humanista e saudável

Observando os sistemas e processos Organizacionais percebi que é possível estabelecermos um novo olhar sobre eles, definitivamente um olhar mais humano. Nesta minha busca, deparei-me como o livro Imagens da Organização de Gareth Morgan. Simplesmente sensacional! Segue então, algumas considerações retiradas da minha Monografia Arteterapia nas Organizações.






MORGAN (1996) utiliza-se da expressão “as Organizações vistas como organismos” para refletir sobre as semelhanças entre sistemas institucionais e sistemas organísmicos da natureza. Ao mesmo tempo em que os organismos naturais são dotados de um padrão harmonioso de relações internas e externas (apresentando-se como um resultado da evolução), as Organizações têm seu grau de harmonia como produto da decisão humana. Os padrões que serão estabelecidos para ajustamento e melhor aproveitamento do ambiente (que, neste caso, refere-se às condições do mercado) dependem do desempenho de cada profissional, bem como da coesão das habilidades dos diversos integrantes da empresa para configurarem uma vida saudável. Esta saúde, pressupõe, então, equilíbrio e harmonia nas relações internas e externas da Organização. No entanto, conforme GUSMÃO (1996), ressalta-se a visão rogeriana de que este equilíbrio, não pressupõe uma estagnação energética, ao contrário, propicia um movimento dinâmico e uma troca de energias em busca do vir-a-ser, do encontra-se a quem se é essencialmente.

Uma vez que os organismos afetam os processos naturais e são capazes, inclusive, de alterar alguns mecanismos da Natureza, entende-se que as instituições têm, também, o poder de transformar o contexto do ambiente Organizacional. Sendo assim, devem conscientizar-se de que podem desempenhar um papel ativo no delineamento do seu futuro, observando e cuidando das relações internas e externas. MORGAN (1996) ressalta, ainda, que este papel pode ser mais produtivo se em conjunto com outras organizações.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GUSMÃO, S. M. L. A natureza humana segundo Freud e Rogers. Forum Brasileiro da Abordagem Centrada na Pessoa. Rio de Janeiro, 1996.

MORGAN, G. Imagens da Organização. São Paulo: Atlas, 1996

Contribuições da Psicologia Humanista nos grupos Organizacionais








As relações interpessoais nos grupos organizacionais se embebedaram da competição do mercado econômico e financeiro e dificilmente se estabelecem a partir da colaboração ou da cooperação. Promove-se, com isso, relações de conflitos e inamizades, enfraquecendo os vinculos pessoais, vulnerabilizando a resitência do homem em seu trabalho. Ou seja, os profissionais esgotam-se facilmente de seus ambientes de trabalho e das funções que exercem. Quando isso não ocorre, alimentados pela ansia da promoção salarial, trabalham com ainda mais fervor, destruindo sua subjetividade e sua vida social. Em ambas ocasiões observa-se o sobreviver a despeito do viver pleno.


Para ROGERS (1997), um viver pleno consiste num processo humano de busca do vir-a-ser em sua máxima potencialidade, não sendo considerado como uma proposta de um destino ou de um equilíbrio homeostático. A atuação da Psicologia Humanista nos grupos organizacionais estabelecerá um processo grupal que promoverá 1) Uma Abertura Crescente à Experiência (quando as pessoas se disponibilizam a experimentar, compreender e compartilhar o que sentem), 2) Aumento da Vivência Existencial (que implica em fluidez e plasticidade no permitir-se vivenciar cada coisa no momento em que ela ocorre, disfrutando desta experiência tudo que ela puder lhe prover), 3) Uma Confiança Crescente no Seu Organismo (nesta etapa do processo as pessoas sentem-se mais confiantes naquilo que são e naquilo que podem ser usufruindo de seus dons e suas potencialidades com maior segurança e assertividades) e 4) O Processo de um Funcionamento Mais Pleno (enfim, o grupo possibilita para as pessoas a conscientização através da experiência de que é possivel um viver mais pleno a partir da aceitação de todos seus sentimentos sendo capaz de filtrar sua própria experiência, estando livre e aberto ao seu processo e aos demais testemunhos de outros processos diferentes do seu).


A Psicologia Humanista propõe três pilares principais que circundam a relação terapêutica: Compreensão Empática, Aceitação Incondicional e Congruência. Quando se trata de trabalhos em grupos, o fator primordial observável nestes processos é a empatia. FONSECA, em seu artigo Grupo e Empatia, considera que a empatia grupal é “o desenvolvimento e efetivação de um grupo, de um processo grupal, que em sua dinâmica, multiplicidade, fluxos e intensidades possa sintonicamente manifestar-se como múltipla e diversificadamente empático na relação com os seus membros particulares e individuais”.


Desta forma, a partir de encontros terapêuticos, os grupos organizacionais podem experimentar relações mais produtivas e criativas, inclusive se observado, como no artigo de FONSECA, que os facilitadores deste grupos, à luz da Psicologia Humanista e de suas considerações acerca da Personalidade, trabalham com posturas e com processos grupais que respeitam e consideram positivamente as pessoas e a sua espontaneidade, respeitando a espontaneidade do desdobramento da atualidade do processo grupal. Preza-se pelo tempo de cada um e sua experimentação plena das possibilidades de Ser.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FONSECA, A. H. L. Grupo e empatia. Disponível em: http://gruposerbh.com.br/textos/artigos/artigo001.pdf

ROGERS, C. R. Tornar-se Pessoa. São Pauol: Martins Fontes, 5a. ed, 1997.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Bailarina de Salto Alto


Bailarina de Salto Alto é blog bacanérrimo que acabo de descobrir. Amiga minha, a Carol fala de tudo aquilo que uma mulher inteligente, elegante e com o poder da sábia sedução precisa saber! Vale a pena, confiram aqui!

Sábia Sedução

Desde que comecei a pensar no próximo passo da minha vida (o casamento), tenho aprontado um caderninho onde coleciono imagens e dicas de coisas que gosto e que devem me servir para a ocasião. Neste sentido, não quero saber só da festa, o mais fácil e divertido. Tenho procurado dicas sobre como possibilitar uma vida a dois também agradável (não fácil, pois sei que isso não é mesmo e aliás seria bem chato se fosse), igualmente divertida e colorida.
Então, esta semana achei numa VOGUE BRASIL NOIVA (2006 n. 009, pg50) uma matéria fantástica. Claro, recortei e colei no caderninho, ó a fotinha aí seguida da crônica da Advogada Carolina Etlin:

“Há algum tempo, aproveitei uma diversificada roda de amigos e lancei a pergunta: é possivel seduzir sem magoar o companheiro? Logo cheguei à conclusão de que o assunto é bem mais complexo do que parece. O psiquiatra hétero, o mais rápido, respondeu-me que uma pessoa segura simplesmente não sente qualquer necessidade de continuar seduzindo Deus e o mundo. Sabe que seria capaz de fazê-lo e vai morrer com essa certeza, sem precsar experienciá-la. Misturou os dois ingredientes obrigatórios de sua formação: sexo e auto-estima. Confesso que fiquei em dúvida. “Se eu fosse homem, amigo dele, e ninguém mais estivesse ouvindo nossa conversa, será que ele teria dado a mesma resposta politicamente correta e quase profissional?”, pensei comigo mesma. Acho que não.

A amiga hétero, dona de casa casada, foi mais direta e discretamente afirmou que as pessoas fazem isso a torto e a direito, em festas, restaurantes, boates, clubes e até em festinhas infantis (porém, sempre nas costas de seus companheiros). Uma conversinha ali, um olhar por aqui, uma resposta espirituosa acolá, sabendo que o flerte não resultará em nada, mas correndo um riscozinho que, segundo ela, é saudável para a relação. Em outras palavras ela estava me dando sua fórmula para elevar a auto-estima por meio da sedução, sem culpa alguma.

Outra amiga advogada hétero, então jogou essa: “O poder embriaga e o dinheiro abre muitas portas e pernas”. Todos riram. Segundo ela, pessoas muito ricas, ou pessoas lindas e famosas simplesmente não conseguem evitar o exercício contínuo da sedução, pois acabam se viciando. Todos se calaram. Estaria aí a causa de tanta rotatividade no mundo das celebridades e dos caros escritórios de advocacia de família? O jogo da sedução seria mesmo inevitável para essa trupe? É fato que um homem muito rico e poderoso pode ser desinteressante, feio, baixinho, ter mau gosto e maus hábitos, e ainda assim consegue sentir o poder de sedução de um Casanova. E o pior é que muitos realmente sentem-se sedutores inveterados! Minha amiga chegou à triste conclusão de que a maioria dos casamentos simplesmente não resiste a uma fortuna. (...)

O diplomata hétero então chegou mais perto e lançou, enigmático: “Mas a sedução não precisa ser necessariamente de cunho sexual...”. Engraçado e espirituoso completou: “Ainda que possamos admitir que uma pessoa adimirada por outra diminua bastante a distância entre a conversinha e a cama desta última!” Rimos novamente, logo encontrando um exemplo perfeito desse tipo de sedutor: Fernando Henrique Cardoso.

É sabido que o ex-presidente seduz qualquer interlocutor com seu charme, sua inteligência, sua experiência e carisma – sempre consegue fazer com que o outro se sinta mais importante do que ele próprio. De eloqüencia q habilidade intelectual indiscutíveis, e absolutamemnte ciente e seguro de seus dotes, simplesmente não precisa exibi-los. Não é fantástico? Nada mais sedutor que isso. Fiquei satisfeita com a resposta. Vislumbrei aí uma forma de sedução saudável, interessante, pública, e que em vez de magoar o companheiro, deixa-o orgulhoso, adimirado, cheio de si: a sedução intelectual. E aí, enfim, um bom exemplo de como exercer o poder de sedução e conquista sem magoar ou trair o companheiro: usando a cabeça.”

Registro arteterapêutico: uma simbologia própria

Árvore: "O Cosmo vivo, em perpétua regeneração. (...) A despeito de aparências superficiais e de certas conclusões apressadas, a árvore, mesmo quando considerada sagrada, não é objeto de culto por toda parte; é a figuração simbólica de uma entidade que a ultrapassa. (...) Por outro lado, serve também para simbolizar o aspecto cíclico da evolução cósmica: morte e regeneração. sobretudo as frondosas evocam um ciclo, pois se despojam e tornam a recobrir-se de folhas todos os anos"(Dicionário dos Símbolos, pg 84)

Amarelo: "Intenso, violento, agudo até a estridência, ou amplo e cegante como um fluxo de metal em fusão, o amarelo é a mais quente, a mais expansiva, a mais ardente das cores, difícil de atenuar e que extravasa sempre dos limites em que o artista desejou encerá-la. os raios do sol, atravessando o azul celeste, manifestam o poder das divindades do Além." (Dicionário dos Símbolos, pg 40)
Uma janela e uma paisagem fulgaz... e uma moldura de arabescos coloridos. E põe reticências nisso... ... ... ...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sobre a Educação Especial na perspectiva de Vygotsky

Sobre o texto MONTEIRO, M. A educação especial na perspectiva de Vygotsky.
In: ASSUNÇÃO, M.Vygotsky: um século depois. Juiz de Fora: EDUFJF, 1998.


Tela de Ivan Cruz

A educação especial, para Vygotsky, refere-se a crianças portadoras de algum déficit de aprendizagem. Segundo este texto, estas crianças já se apresentam à sociedade com certa posição especial, a partir da qual estabelecerá relações diferenciadas das que transcorrerão com crianças ditas “normais”. Ou seja, junto com o núcleo das características biológicas (que designam sua deficiência) passa a ser construído um segundo núcleo, o das relações sociais. São as interações que ocorrem neste segundo núcleo que são responsáveis pelo desenvolvimento humano. Isto quer dizer que as relações interpsicológicas (do sujeito para o objeto) se transformam em intrapsicológicas (do sujeito para ele mesmo) a partir do modo como o sujeito vê, pensa e age com o mundo.

Sendo assim, ciente de que o educador estabelece uma relação com o educando, é preciso ressaltar que esta relação deve ser bem construída e recheada de afeto para que o seu mundo intrapsíquico (que será estabelecido a partir também dessa relação) seja o mais saudável possível.

Visto que o educando já dispõe de dificuldades em aprender, o educador deve se fazer especial nesta relação. Quando se estabelece o vínculo afetivo, as situações de aprendizagem tornam-se mais suaves e interessantes. O olhar permeado de afetos do professor transmite ao aluno sua confiança e o faz acreditar em si mesmo. A partir daí, a criança se constitui como um sujeito “ativo e autor do próprio conhecimento”.

No entanto, para que o professor seja de fato especial, é importante que ele leve em consideração o que o aluno já possui, que valorize o que ele já sabe. Como coloca Vygotsky, não devemos nos ater às suas dificuldades e à deficiência em si. Ao contrário, devemos ressaltar como a criança já se apresenta em seu processo de desenvolvimento, como ela se organiza. Ao mesmo tempo em que a deficiência impõe obstáculos, o professor deve se atentar à maneira como esses obstáculos poderão ser transformados em estímulos para a criança.

Veja outro artigo complementar a este e também baseado neste texto de Vygotsky neste post