quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O trabalho do psicólogo nas organizações

Os estudantes do quinto período de Psicologia do CEUMA (Centro Universitário do Maranhão) - Maria Inês, Francisca Aldenora, Paulo Almeida, Stela Mares, Fernanda Lima e Silvania Rego - encontraram-se recentemente comigo para um estudo referente à disciplina de Seleção e Orientação Profissional. Nesta ocasião, respondi à entrevista abaixo, que compartilho neste blog com intuito de compartilhar nosso conhecimento!


1. Gostaríamos que você nos contasse um pouco sobre sua formação e a inserção no mercado de trabalho:
Formei-me em Psicologia Organizacional em julho de 2011, em
Belo Horizonte, MG. Sou arte-educadora e arteterapeuta, o que me
propiciou maior sensibilidade e um tato mais específico no manejo de
grupos e lideranças. Acredito numa formação holística que propicie ao
profissional uma mente aberta e um olhar mais amplo sem, contudo,
perder de foco seu objetivo profissional. Comecei a trabalhar em
fevereiro de 2012, em São Luis-MA, onde atuo com Recrutamento &
Seleção e Treinamento & Desenvolvimento.

2. Já demonstrava interesse pela área organizacional no decorrer da academia?

Já atuava como professora durante o curso de Psicologia e foi devido à
uma experiência mal sucedida num RH de uma escola que resolvi me
orientar para área organizacional e cuidar das relações no trabalho.

3. O que é para você psicologia organizacional?

Consiste numa atuação mais sensível voltada para as questões
administrativas de modo que propicie o bem estar comum e favoreça
o alcance do principal objetivo da empresa: lucro + desenvolvimento.
Acredito que a psicologia pode contribuir para que este objetivo seja
alcançado com maior sucesso, já que considera a saúde emocional, logo,
a saúde administrativa do sistema.

4. Qual o papel do psicólogo organizacional dentro da empresa?

Estar atento às demandas pessoais para tentar inibir que estas sejam
expostas ao nível profissional. Estar atento às formações inconscientes
advindas do dia-a-dia organizacional que propiciarão novas queixas
e que poderão interferir no clima organizacional. Contribuir com
a “instrumentalização psíquica”, que fornecerá aos profissionais
mecanismos de assertividade que favoreçam diretamente seu próprio
desenvolvimento e o da empresa. Além de fazer a manutenção do clima
organizacional, alinhando o grupo em direção à missão e visão da
empresa.

5. Em relação a seleção de colaboradores, quais os métodos utilizados para essa prática? Trabalha com alguma abordagem específica?
Utilizamos a arteterapia como um instrumento acessório. Através da
apresentação de imagens, pedimos aos candidatos para que contem algo
sobre eles. Com esta técnica, é possível perceber que os candidatos
relaxam, liberam-se daquele comportamento rígido e tenso do processo e
deixam transparecer sua essência. Técnicas em que os candidatos devem
criar também são utilizadas para avaliar a criatividade, faculdade tão
necessária no mercado atual. Paralelamente, utilizamos as técnicas mais
comuns, como entrevistas individuais e coletivas, dinâmicas de grupo,
teste palográfico, teste AD e AS, Âncora de Carreira e Questionário
VECA de Habilidades Gerenciais.

6. Quais as principais dificuldades encontradas hoje em sua atuação?

A principal dificuldade que percebo como Psicóloga Organizacional,
hoje, está na delicadeza entre os limites da Psicologia e da
Administração. Entendo como imprescindível que o psicólogo utilize de
toda sua sensibilidade e percepção para conseguir implementar um olhar
diferenciado na empresa, voltado para o humano. Está é a tendência
atual, já que organizações de sucesso cada vez colhem melhores frutos
a partir deste ponto de vista. No entanto, muitas empresas ainda tem
dificuldade de enxergar este viés ou mesmo de fazê-lo valer de fato.
Contudo, cabe ao psicólogo uma percepção sensível, mas ao mesmo
tempo lógica, que consiga convencer e implementar ações nesse sentido,
em prol do desenvolvimento organizacional e, mesmo, social.

7. Você saberia nos dizer qual a diferença do trabalho de um Analista em RH e um psicólogo organizacional? E porque atualmente as empresas parecem nos dar mais oportunidades de trabalho como Analistas em RH?

Como a própria função já descreve, o analista de RH nem sempre é um
psicólogo, pode ser um administrador. A formação acadêmica influencia
no olhar e na atuação estratégica, muito embora esteja longe de definir
o tipo de profissional que somos. No que se refere à contratação de
psicólogos para a atuação no RH, um dos motivos pelo qual as empresas
geralmente optam por contratar para a função de Analista pode ser por
uma questão meramente salarial. É certo que poucas profissões têm o
piso salarial regulamentado e este não é o caso do psicólogo. Porém, o
CRP sugere alguns padrões salariais que são, geralmente, mais altos que
do Analista. Entretanto, vale dizer que isto não é comum em todas as
organizações. Existem aquelas que entendem que a função do Analista
deve ser mais valorizada que a do Psicólogo Organizacional. Sendo
assim, esta diferenciação, como várias outras, variam de acordo com a
cultura da empresa.

8. Quais seriam as dicas que você poderia deixar aos acadêmicos interessados em trabalhar na área de Psicologia Organizacional?
Aprendi que devemos amar o que fazemos quando passei a vivenciar
isso praticamente e constatei que os caminhos se abrem quando fazemos
aquilo que “nos faz brilhar os olhos”. Àqueles interessados em trabalhar
como psicólogos nas organizações, sugiro que estejam sempre antenados
às práticas mais atuais, estudem bastante e cuidem de desenvolver
um olhar sensível e lógico. Tenham a delicadeza de aliar a psicologia
à administração, agregando valores para além do desenvolvimento
organizacional. Ademais, considero fundamental para quaisquer
profissões o autoconhecimento, já que nos possibilita ferramentas
imprescindíveis para o nosso desenvolvimento.

Mulheres guerreiras!

A cada dia que passa descubro um mundo novo.

Graças!

Confesso que às vezes me frusto nesses dia-a-dias cada vez mais severos, por vezes coercitivo, quase sem espaço para o Bem, para o Sorriso e a Gentileza. Mas, como sou otimista por natureza, sempre consigo ver flores no deserto!
Esta semana me encantei ao conhecer de perto duas realidades incríveis!
Para um café da manha motivacional no Louvre Magazine, descobri a história de duas vendedoras que foram destaque no mês de agosto!

Conheça um pouquinho destas duas mulheres guerreiras e revitalize sua esperança por dias melhores!

Quem acredita, sempre alcança!!!







segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Entre professora e artista

O espirito generoso é o que nos une!

Doar, doar, doar... Às vezes dói!

Mas é este espirito que sempre nos reergue, e mantém viva a esperança. E mantém não tão desregrada essa vida!

O que seria de nós sem os palhaços do circo de todos, sem o teatro de rua, sem os artistas que nos presenteiam espontaneamente com suas Artes?

O que seria de nós sem os grandes educadores que mesmo sem nenhum grande salário, e às vezes até sem nem o respeito recíproco, mantém a dignidade e nos encantam com o brilho nos olhos ao lecionar?

Admiro.

Mesmo porque, quanto mais eu vivo, mais percebo como é difícil manter-se otimista.

E é graças a essas minhas duas profissões (além da terceira) que mantenho-me cheia de esperança! Graças a este meu espirito e aos outros educadores e artistas que fizeram e fazem parte do meu caminho e me asseguram de que não estamos sozinhos!

E é isso que vale, enfim: um espirito generoso!

Parabéns aos grandes professores !

sábado, 22 de setembro de 2012

Psicologia e Arteterapia Organizacional - na prática!

Em junho/2012 fui entrevistada pela Amanda Guimarães do Programa NaRede que passa no canal 8 em São Luis - MA. A entrevista foi ao ar em 8 de julho e hoje compartilho com vocês um pouco do meu trabalho atual!


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Encontro Motivacional - Escola Maple Bear

2012 começou com o pé direito!

No último sábado realizei uma vivência com a equipe de profissionais da Escola Maple Bear em São Luis (MA) no intuito de motivar e integrar o grupo de trabalho tendo em vista o início do ano letivo e a formação de uma nova equipe de professores.

Sucintamente, a proposta consitia em atividades para o despertar dos cinco sentidos já que o professor, por ser um facilitador do processo natural de desenvolvimento da criança, precisa ter sua percepção bem apurada para agir com sensibilidade e atenção aos seus limites e dos demais à sua volta. O "recomeço" de um ano letivo requer recordar os motivos que impulsionam o agir responsável da profissão e o despertar das habilidades e potencialidades que permitem esta atuação.

Ao final, as 17 participantes avaliaram o encontro respondendo individualmente a um pequeno questionário. Todas julgaram a proposta do encontro adequada e aprovaram a metodologia e a execução. Dentre os objetivos estipulados, a avaliação permitiu quantificar e especificar o alcance deste encontro em quesitos particulares como:



No desenvolvimento deste trabalho, a equipe destacou-se por sua disposição e pelo brilho nos olhos a cada relato pessoal. Foi uma experiência energizante e renovadora! Parabéns a toda equipe!

2012 chegou!!!

Enfim, aquele ano conturbado, sabático e, por isso mesmo, atípico se passou!
2011 ficará guardado na minha memória como um ano de alegrias, surpresas e boas idéias!
Ano que planejei o casamento e casei! Que fez minha cabeça borbulhar de coisas novas e as palavras travarem por não conseguirem acompanhar a velocidade do meu pensamento e a intensidade das emoções...

Agora sim, 2012 chegou e a meta é MUITO TRABALHO!!
O Arte a Gosto reanima suas energias e está mais variado do que nunca! Dicas e relatos mais divertidos (em ambos os sentidos) pra fazer sua a vida ter mais gostinho de Arte, todo dia, o ano inteiro!

Então... mãos a obra e feliz 2012!!!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Retrospectiva 2011

Enfim, deixei por último a entrevista mais especial. Trata-se de Dulce Beltrão, grande coreógrafa e preparadora corporal dos palcos mineiros. Já tive oportunidade de ter aulas com ela e são fantásticas! Nesta entrevista,  ela conta-nos com sua voz suave e quase inaudível sobre a peça que a fez voltar a atuar depois de 30 anos e sobre outras belezas. Vale a pena curtir!


"Dê uma ultima olhada nas coisas belas"
Publicado em 24 de junho de 2011 no site oficial 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Retrospectiva 2011

 Assim que li no cronograma do Festival do Cenas Curtas 2011 o título da peça "As rosas do jardim de Zula" já me recordei da Zula, a cadela que mora na casa dos meus pais, e da foto dela com sua filhota Valentina (exatamente esta que ilustra o texto). Ao assistir a peça, algumas relações entre "minha" Zula e a personagem foram inevitáveis...
Qualquer semelhança é mera coincidência
Publicado em 27 de junho de 2011 no site oficial 
Zula é o nome da melhor amiga de uma mulher. É uma cadela meiga, lerda, confusa e, aparentemente forte. Zula chegou àquele lar numa época de muito frio. Na verdade ela substituía o lugar de sua irmãzinha, que semanas antes morrera ali, de frio. Curiosamente, Zula é uma cadela ciumenta. Não admite a presença de outros animais sob o mesmo foco de atenção. No entanto, quando chegou neste lar, outra cadela reinava. Com esta aprendeu a caçar. Na verdade, caçar, não. Aprendeu a pegar passarinho, pois de rato, por exemplo, ela morre de medo. Inocentemente, foi um dia brincar com o porco-espinho e saiu com espinho na cara toda, até o céu de sua boca.
Como dito, Zula a princípio não tinha a preferência majoritária da casa e lutou com todas as garras para ganhar mais carinho e atenção. Lutou e venceu, uma luta que custou a vida da outra cadela.Reinou no lar por pouco tempo, arranjaram-lhe um parceiro para emprenhar. Talvez tenha sido pelos ciúmes, por sua simples escolha e pela condição orgânica da altura de seus 7 anos de idade, que não cumpriu o papel da maternidade sem ônus. Seu parceiro era um cachorro da mesma raça, forte e bonitão. Zula, porém, parecia não gostar muito, e precisou de dias e dias (mesmo no ápice do cio) para ficar prenhe. A cadela sapeca e serelepe também parecia não gostar de parir e tentou segurar seus filhos o máximo que pode dentro de si. Segurou tanto que apenas uma, de seus 10 (dez!) filhotes, sobreviveu a um parto forçado.
Zula não queria saber de amamentá-la. Parecia ter uma certa “depressão pós parto”. Somente quando sua filhota ficou mais fortinha, é que Zula começou a se interessar por ela. Brincavam e rolavam no chão como duas crianças. Era a primeira vez que Zula parecia confortável na companhia da mesma espécie. Muito sentimental, curtiu semanas depressivas quando separou-se da filhote. Depois, passou meses quieta quando viu sua querida dona mudar de casa.

Os olhos de Zula são, literalmente, vermelhos e carregam alguma irritação de nascença que os faz lacrimejar constantemente. Se Zula pudesse falar, pediria Amor.
Pediria amor e um “homem que saiba me amar de verdade” como clamou a personagem da cena vencedora de ontem à noite “As rosas do jardim de Zula”. Esta cena trouxe aos palcos a proposta do Teatro-documentário, ilustrando o cenário com objetos pessoais da mulher que inspirou o texto: lençóis, vestido, fotografias.
De uma proposta inicialmente sem rumo, Talita Braga convidou Sérgio Abritta e Andréia Quaresma para compor sua equipe de criação.
“A princípio pensamos, vamos falar da mulher, do feminino”, conta Talita. Por ser muito amplo o assunto resolveram “vamos falar da mãe-filho, da maternidade, das relações do indivíduo”. A partir daí, nos bate-papos entre os criadores sobre suas experiências pessoais quanto a essas relações, chegaram à história de uma mulher, amiga pessoal de Talita. “Dentro da história dessa mulher tinha falando do feminino, falando da força do feminino, falando das relações maternais, falando de escolhas que é o que a gente trata também dentro dessa cena” acrescenta a atriz proponente. Interessados por esta história, ao questionarem-se sobre a forma como ela seria contada, chegaram à proposta do Teatro-documentário. “Documentário é uma coisa que interessa ao grupo, a gente sempre gostou de histórias reais”, revela Talita que queria fazer algo diferente de um documentário padrão. Assim, na pesquisa sobre Teatro-documentário conheceram o trabalho escrito de Marcelo Soler. Neste contexto, Zula é o nome da mãe da personagem principal que é figura importante na trama que contam. A personagem é digna de uma vida intensa, diz viver 20 anos em 2 – proporcional e característico de uma “vida de cão”.
O resultado, ontem apresentado ao público pela primeira vez, foi fruto de um processo cuidadoso e respeitoso com a plateia. A equipe importou-se em realizar cerca de quatro ensaios abertos a convidados que opinaram sobre a cena especialmente no quesito que eles mais se importavam: atingir e tocar o público. A equipe estava interessada em como levar ao público, “comunicar e fazer expandir” os temas desta personagem que são, paradoxalmente, universais e específicos, conforme defende Sérgio Abritta: “Apesar de ser uma pessoa comum, é uma história bastante incomum, muito diferente”, o que ressalta o caráter identitário e único das histórias reais.
A cena com texto popular e de fácil compreensão, com cenografia simples, delicada e pontual apresentou duas atrizes que se revezavam no papel da personagem principal estabelecendo um jogo, ainda que algumas vezes confuso, cativante.
A expectativa de tocar o público estava revelada. A plateia, após o despertar de emoções contraditórias entre risos e comoção, encontrava-se identificada com a história, aprovando com uma salva de palmas longa e quase ininterrupta, não fosse o sinal do intervalo.
Andréia Quaresma, Sérgio Abritta e Talita Braga, equipe de
“As rosas do Jardim de Zula”, concedentes da entrevista.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Retrospectiva 2011

Conhecer as meninas da cena "Rosângelas" foi super bacana. Elas me recepcionaram super bem, carinhosa e profissionalmente. Ganharam meu voto de melhor cena do dia pois souberam fazer uma mistura delicada e competente entre artes plásticas, teatro e literatura! Batemos um papo interessante, que ficou registrado neste trabalho denominado


Rosangelas em Cena
publicado em 26 de junho de 2011  no site oficial


“Rosângelas” abriu o Festival de Cenas Curtas de ontem. A cena foi inspirada no livro “Espelho Diário” da escritora Alícia Penna em parceria com a artista plástica Rosângela Rennó, criadora da vídeo-instalação que originou o livro. Neste processo, Rosângela pesquisou durante oito anos histórias de outras Rosângelas, publicadas em jornais brasileiros. Paralelamente, o nome do livro foi inspirado no jornal americano e sensacionalista, Daily Mirror. Durante sua pesquisa, Rosângela criou seus 133 monólogos que, em 2001, ilustraram o livro de Alice.
Nesta mostra para o Cenas Curtas, a equipe de criação e produção de “Rosangelas” conseguiu mostrar um belíssimo trabalho, com estética e conteúdo muito bem apresentados, reflexo de uma pesquisa séria e responsável. Um feliz encontro entre artes plásticas, artes cênicas e literatura.
As atrizes Antônia Claret e Renata Andréa, a diretora Julia Branco e a responsável pela direção de arte e fotografia, Luisa Horta, foram convidadas para um bate-papo diferente. Enquanto contavam sobre o processo de criação e a execução da cena, cumpriam outro desafio: construir uma imagem a partir das surpresas que encontraram dentro de um outro jornal.



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Retrospectiva 2011

Em 2011, o curso de Comunicação Cultural promovido pelo Grupo Galpão (Belo Horizonte - MG), ampliou meu olhar e trouxe novas perspectivas sobre meu trabalho!

Enquanto o Arte a Gosto se prepara para o ano de 2012, esta semana serão publicados aqui alguns trabalhos produzidos durante este curso, na cobertura do Festival de Cenas Curtas 2011.

Pra começar, o trabalho que resume em 15 segundos a proposta deste festival:

Um dia de Cenas Curtas
Publicado em 25 de Junho de 2011 no site oficial

Dos camarins ao Bar Cenas Curtas. Cada dia deste festival começa cedo e acaba tarde.
Por volta das 18h algumas equipes já chegam aos camarins. Sorridentes e um tanto quanto aflitos. No aquecimento, piadas, piruetas e caretas. Beijos e abraços, e muita “merda pra você”. Aos poucos, não se pode mais falar com ninguém. O momento é de silêncio e concentração. A luz dos camarins se resume a um pequeno abajur. O clima já prepara para o que acontecerá sobre o palco.
Uma cena dramática. Só se houve um líquido derramar ao chão. Espanto ou comédia?
Noutra cena, o drama caracteriza-se pela estereotipada imagem de nuvens ao fundo. Num céu azul, um discurso otimista de espera…
Intervalo: elogios, suor, suspiros. Atacam uma banana pra repor as energias. Sob a música que agita a plateia e os gritos dos vendedores de comes e bebes nos entreatos, outra equipe se coloca em posição por traz das coxias. Um último requebrado no corpo e uns gritinhos – que se confundem com os da plateia – pra espantar o nervosismo.
O azul entra novamente em cena, estampando o figurino de uma gente que fala com humor de um motorista feroz numa cidade caótica.
Em seguida, água. Agora mais lambança e um quase suicídio. Um triângulo amoroso contado em suas três diferentes perspectivas.
Fim do espetáculo: aplausos e batuques de pés sobre uma arquibancada vibrante e entusiasmada. Com esta mesma animação, espectadores seguem para o bar, ao encontro de boa música e das equipes que estiveram em cena.
É assim. Um ambiente agradável e amistoso onde tudo se confunde e todos se respeitam. Ora palco, ora buteco. E todos se contagiam com essa forma peculiar de ver e fazer teatro.
… EM 15 SEGUNDOS