terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Encontro Motivacional - Escola Maple Bear

2012 começou com o pé direito!

No último sábado realizei uma vivência com a equipe de profissionais da Escola Maple Bear em São Luis (MA) no intuito de motivar e integrar o grupo de trabalho tendo em vista o início do ano letivo e a formação de uma nova equipe de professores.

Sucintamente, a proposta consitia em atividades para o despertar dos cinco sentidos já que o professor, por ser um facilitador do processo natural de desenvolvimento da criança, precisa ter sua percepção bem apurada para agir com sensibilidade e atenção aos seus limites e dos demais à sua volta. O "recomeço" de um ano letivo requer recordar os motivos que impulsionam o agir responsável da profissão e o despertar das habilidades e potencialidades que permitem esta atuação.

Ao final, as 17 participantes avaliaram o encontro respondendo individualmente a um pequeno questionário. Todas julgaram a proposta do encontro adequada e aprovaram a metodologia e a execução. Dentre os objetivos estipulados, a avaliação permitiu quantificar e especificar o alcance deste encontro em quesitos particulares como:



No desenvolvimento deste trabalho, a equipe destacou-se por sua disposição e pelo brilho nos olhos a cada relato pessoal. Foi uma experiência energizante e renovadora! Parabéns a toda equipe!

2012 chegou!!!

Enfim, aquele ano conturbado, sabático e, por isso mesmo, atípico se passou!
2011 ficará guardado na minha memória como um ano de alegrias, surpresas e boas idéias!
Ano que planejei o casamento e casei! Que fez minha cabeça borbulhar de coisas novas e as palavras travarem por não conseguirem acompanhar a velocidade do meu pensamento e a intensidade das emoções...

Agora sim, 2012 chegou e a meta é MUITO TRABALHO!!
O Arte a Gosto reanima suas energias e está mais variado do que nunca! Dicas e relatos mais divertidos (em ambos os sentidos) pra fazer sua a vida ter mais gostinho de Arte, todo dia, o ano inteiro!

Então... mãos a obra e feliz 2012!!!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Retrospectiva 2011

Enfim, deixei por último a entrevista mais especial. Trata-se de Dulce Beltrão, grande coreógrafa e preparadora corporal dos palcos mineiros. Já tive oportunidade de ter aulas com ela e são fantásticas! Nesta entrevista,  ela conta-nos com sua voz suave e quase inaudível sobre a peça que a fez voltar a atuar depois de 30 anos e sobre outras belezas. Vale a pena curtir!


"Dê uma ultima olhada nas coisas belas"
Publicado em 24 de junho de 2011 no site oficial 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Retrospectiva 2011

 Assim que li no cronograma do Festival do Cenas Curtas 2011 o título da peça "As rosas do jardim de Zula" já me recordei da Zula, a cadela que mora na casa dos meus pais, e da foto dela com sua filhota Valentina (exatamente esta que ilustra o texto). Ao assistir a peça, algumas relações entre "minha" Zula e a personagem foram inevitáveis...
Qualquer semelhança é mera coincidência
Publicado em 27 de junho de 2011 no site oficial 
Zula é o nome da melhor amiga de uma mulher. É uma cadela meiga, lerda, confusa e, aparentemente forte. Zula chegou àquele lar numa época de muito frio. Na verdade ela substituía o lugar de sua irmãzinha, que semanas antes morrera ali, de frio. Curiosamente, Zula é uma cadela ciumenta. Não admite a presença de outros animais sob o mesmo foco de atenção. No entanto, quando chegou neste lar, outra cadela reinava. Com esta aprendeu a caçar. Na verdade, caçar, não. Aprendeu a pegar passarinho, pois de rato, por exemplo, ela morre de medo. Inocentemente, foi um dia brincar com o porco-espinho e saiu com espinho na cara toda, até o céu de sua boca.
Como dito, Zula a princípio não tinha a preferência majoritária da casa e lutou com todas as garras para ganhar mais carinho e atenção. Lutou e venceu, uma luta que custou a vida da outra cadela.Reinou no lar por pouco tempo, arranjaram-lhe um parceiro para emprenhar. Talvez tenha sido pelos ciúmes, por sua simples escolha e pela condição orgânica da altura de seus 7 anos de idade, que não cumpriu o papel da maternidade sem ônus. Seu parceiro era um cachorro da mesma raça, forte e bonitão. Zula, porém, parecia não gostar muito, e precisou de dias e dias (mesmo no ápice do cio) para ficar prenhe. A cadela sapeca e serelepe também parecia não gostar de parir e tentou segurar seus filhos o máximo que pode dentro de si. Segurou tanto que apenas uma, de seus 10 (dez!) filhotes, sobreviveu a um parto forçado.
Zula não queria saber de amamentá-la. Parecia ter uma certa “depressão pós parto”. Somente quando sua filhota ficou mais fortinha, é que Zula começou a se interessar por ela. Brincavam e rolavam no chão como duas crianças. Era a primeira vez que Zula parecia confortável na companhia da mesma espécie. Muito sentimental, curtiu semanas depressivas quando separou-se da filhote. Depois, passou meses quieta quando viu sua querida dona mudar de casa.

Os olhos de Zula são, literalmente, vermelhos e carregam alguma irritação de nascença que os faz lacrimejar constantemente. Se Zula pudesse falar, pediria Amor.
Pediria amor e um “homem que saiba me amar de verdade” como clamou a personagem da cena vencedora de ontem à noite “As rosas do jardim de Zula”. Esta cena trouxe aos palcos a proposta do Teatro-documentário, ilustrando o cenário com objetos pessoais da mulher que inspirou o texto: lençóis, vestido, fotografias.
De uma proposta inicialmente sem rumo, Talita Braga convidou Sérgio Abritta e Andréia Quaresma para compor sua equipe de criação.
“A princípio pensamos, vamos falar da mulher, do feminino”, conta Talita. Por ser muito amplo o assunto resolveram “vamos falar da mãe-filho, da maternidade, das relações do indivíduo”. A partir daí, nos bate-papos entre os criadores sobre suas experiências pessoais quanto a essas relações, chegaram à história de uma mulher, amiga pessoal de Talita. “Dentro da história dessa mulher tinha falando do feminino, falando da força do feminino, falando das relações maternais, falando de escolhas que é o que a gente trata também dentro dessa cena” acrescenta a atriz proponente. Interessados por esta história, ao questionarem-se sobre a forma como ela seria contada, chegaram à proposta do Teatro-documentário. “Documentário é uma coisa que interessa ao grupo, a gente sempre gostou de histórias reais”, revela Talita que queria fazer algo diferente de um documentário padrão. Assim, na pesquisa sobre Teatro-documentário conheceram o trabalho escrito de Marcelo Soler. Neste contexto, Zula é o nome da mãe da personagem principal que é figura importante na trama que contam. A personagem é digna de uma vida intensa, diz viver 20 anos em 2 – proporcional e característico de uma “vida de cão”.
O resultado, ontem apresentado ao público pela primeira vez, foi fruto de um processo cuidadoso e respeitoso com a plateia. A equipe importou-se em realizar cerca de quatro ensaios abertos a convidados que opinaram sobre a cena especialmente no quesito que eles mais se importavam: atingir e tocar o público. A equipe estava interessada em como levar ao público, “comunicar e fazer expandir” os temas desta personagem que são, paradoxalmente, universais e específicos, conforme defende Sérgio Abritta: “Apesar de ser uma pessoa comum, é uma história bastante incomum, muito diferente”, o que ressalta o caráter identitário e único das histórias reais.
A cena com texto popular e de fácil compreensão, com cenografia simples, delicada e pontual apresentou duas atrizes que se revezavam no papel da personagem principal estabelecendo um jogo, ainda que algumas vezes confuso, cativante.
A expectativa de tocar o público estava revelada. A plateia, após o despertar de emoções contraditórias entre risos e comoção, encontrava-se identificada com a história, aprovando com uma salva de palmas longa e quase ininterrupta, não fosse o sinal do intervalo.
Andréia Quaresma, Sérgio Abritta e Talita Braga, equipe de
“As rosas do Jardim de Zula”, concedentes da entrevista.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Retrospectiva 2011

Conhecer as meninas da cena "Rosângelas" foi super bacana. Elas me recepcionaram super bem, carinhosa e profissionalmente. Ganharam meu voto de melhor cena do dia pois souberam fazer uma mistura delicada e competente entre artes plásticas, teatro e literatura! Batemos um papo interessante, que ficou registrado neste trabalho denominado


Rosangelas em Cena
publicado em 26 de junho de 2011  no site oficial


“Rosângelas” abriu o Festival de Cenas Curtas de ontem. A cena foi inspirada no livro “Espelho Diário” da escritora Alícia Penna em parceria com a artista plástica Rosângela Rennó, criadora da vídeo-instalação que originou o livro. Neste processo, Rosângela pesquisou durante oito anos histórias de outras Rosângelas, publicadas em jornais brasileiros. Paralelamente, o nome do livro foi inspirado no jornal americano e sensacionalista, Daily Mirror. Durante sua pesquisa, Rosângela criou seus 133 monólogos que, em 2001, ilustraram o livro de Alice.
Nesta mostra para o Cenas Curtas, a equipe de criação e produção de “Rosangelas” conseguiu mostrar um belíssimo trabalho, com estética e conteúdo muito bem apresentados, reflexo de uma pesquisa séria e responsável. Um feliz encontro entre artes plásticas, artes cênicas e literatura.
As atrizes Antônia Claret e Renata Andréa, a diretora Julia Branco e a responsável pela direção de arte e fotografia, Luisa Horta, foram convidadas para um bate-papo diferente. Enquanto contavam sobre o processo de criação e a execução da cena, cumpriam outro desafio: construir uma imagem a partir das surpresas que encontraram dentro de um outro jornal.



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Retrospectiva 2011

Em 2011, o curso de Comunicação Cultural promovido pelo Grupo Galpão (Belo Horizonte - MG), ampliou meu olhar e trouxe novas perspectivas sobre meu trabalho!

Enquanto o Arte a Gosto se prepara para o ano de 2012, esta semana serão publicados aqui alguns trabalhos produzidos durante este curso, na cobertura do Festival de Cenas Curtas 2011.

Pra começar, o trabalho que resume em 15 segundos a proposta deste festival:

Um dia de Cenas Curtas
Publicado em 25 de Junho de 2011 no site oficial

Dos camarins ao Bar Cenas Curtas. Cada dia deste festival começa cedo e acaba tarde.
Por volta das 18h algumas equipes já chegam aos camarins. Sorridentes e um tanto quanto aflitos. No aquecimento, piadas, piruetas e caretas. Beijos e abraços, e muita “merda pra você”. Aos poucos, não se pode mais falar com ninguém. O momento é de silêncio e concentração. A luz dos camarins se resume a um pequeno abajur. O clima já prepara para o que acontecerá sobre o palco.
Uma cena dramática. Só se houve um líquido derramar ao chão. Espanto ou comédia?
Noutra cena, o drama caracteriza-se pela estereotipada imagem de nuvens ao fundo. Num céu azul, um discurso otimista de espera…
Intervalo: elogios, suor, suspiros. Atacam uma banana pra repor as energias. Sob a música que agita a plateia e os gritos dos vendedores de comes e bebes nos entreatos, outra equipe se coloca em posição por traz das coxias. Um último requebrado no corpo e uns gritinhos – que se confundem com os da plateia – pra espantar o nervosismo.
O azul entra novamente em cena, estampando o figurino de uma gente que fala com humor de um motorista feroz numa cidade caótica.
Em seguida, água. Agora mais lambança e um quase suicídio. Um triângulo amoroso contado em suas três diferentes perspectivas.
Fim do espetáculo: aplausos e batuques de pés sobre uma arquibancada vibrante e entusiasmada. Com esta mesma animação, espectadores seguem para o bar, ao encontro de boa música e das equipes que estiveram em cena.
É assim. Um ambiente agradável e amistoso onde tudo se confunde e todos se respeitam. Ora palco, ora buteco. E todos se contagiam com essa forma peculiar de ver e fazer teatro.
… EM 15 SEGUNDOS