quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Para minha neta

Hoje eu acordei super animada, de bem com a vida! Tomei um banho gostoso, tomei meu suco verde acompanhado de um café da manhã bem degustado: e com paciência!
Essas coisas fazem parte da minha meta para 2015: menos estresse!
Ao pegar o carro, ao som de Marisa Monte, fui dirigindo bem tranquila pro trabalho: zen!
Mas eis que algo fora do meu controle me aconteceu... percebi um carro disputando espaço comigo, ocupando a contra mão numa via completamente estreita, só para me cortar.
Estava bem perto do estacionamento de onde trabalho, e a pessoa fez, inclusive, questão de me ultrapassar para entrar primeiro do que eu . Pior, de uma forma tão agressiva que quase colidia no meu carro...
Não sei definir o que senti. Principalmente quando vi que o tal motorista era a mesma pessoa que insiste em tentar ser uma pedra no meu caminho profissional. Foi, pelo menos, a quarta vez que esta pessoa tentou me incomodar. A primeira, entretanto, fora do ambiente de trabalho...
Fiquei triste. E revoltada. Porque existem pessoas de alma tão pequenas? Porque existem pessoas que investem energia para tentar chatear outras? De fato, essas tentativas são todas em vão! O resultado delas não me afeta, mas o que me incomoda é pensar: porque essa pessoa quer fazer isso? Qual a necessidade?
Estacionei o carro e permaneci nele ainda por uns 20 minutos, respirando e tentando pensar numa estratégia para lidar com isso.
Acho que o que me irrita é que adoro gente, adoro ser humana, mas esse tipo de pessoa me deprime!
Fico pensando, porque algumas pessoas tem prazer em serem chatas e (quase) malvadas?
Não sei agir assim...
E o que mais me irrita é cogitar a necessidade de ter que aprender a ser chata, a agir com maldade (pra "dar o troco") quando coisas assim me acontecem.
Então, pensando em tudo isso, meus olhos pararam sobre o anel na minha mão esquerda, que era da minha avó e pensei: será que você também já passou por isso, vó? O que a senhora fez? Como a senhora fez?
Não sei... mas imaginei que ela me diria algo como:
"Deixe estar, minha filha! Reze para que essa pessoa tenha alguma chance de aprender a pensar e a agir tão positivamente como você. Releve! Saiba que esta pessoa não teve a mesma educação afetiva que você e por isso carece de inteligência emocional. Talvez ela não tenha tido pais tão carinhosos como os seus, irmãs tão parceiras e uma família tão acolhedora e crítica o suficiente pra se aprender sobre limites. Por isso minha querida, relaxe! Agradeça a Deus pelo que você é e, o mais importante, utilize a atitude desta pessoa para refletir sobre quando você também fez coisa parecida e para se emoldurar como a pessoa que você quer ser, de verdade!"
Gostei!
E aí, eu resolvi publicar esta mensagem, para que um dia, se minha neta passar por algo assim, ela tenha uma orientação de sua avó registrada! Porque eu não quero que Deus a livre de coisas assim, por mais que sejam tão desagradáveis. Porque afinal, são coisas assim que nos fazem ser pessoas melhores: mais fortes e mais humanas - ao compreender todas essas virtudes de gente!

2 comentários:

  1. É isso aí, Bi!!! Orgulhosa de você!!
    Você é leve, de alma leve e de coração transbordante!
    Esse nível de leveza essas pessoas nunca entenderão, não conseguem estabelecer esses links afetivos.

    Aproveite essa oportunidade para se tornar ainda mais leve e contagiar aos que estão ao seu redor!
    Tenho certeza de que Deus está orgulhoso de você e que sua neta se orgulhará quando ler isso.

    É como sempre digo: "é melhor ser feliz que ter razão..."

    Bjo grande, amiga!
    Paloma Almeida

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  2. Muito bem mana querida, aprendo também com suas sábias lições! É por ser assim que talvez essas coisas aconteçam conosco...Não se sentem confortáveis com a presença de alguem tão especial e tão nobre quanto você! Parabéns e que a vida leve...

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