domingo, 12 de abril de 2015

{Ser} Criança é bom demais!


Nunca quis virar adulta, nunca falsifiquei minha identidade para fingir que tinha dezoito, não tive pressa pra fazer 21. E já contei aqui que na véspera de fazer 11 chorei em prantos porque me disseram que com esta idade eu seria "pré-adolescente".

No fim do ano passado (2014), longe da minha família, do meu ninho, numa cidade culturalmente bem diferente da minha original, com um grande desafio profissional e ainda fragilizada por um desequilíbrio em minha saúde, eu conheci toda a chatice de ser adulta... aquela chatice que eu sempre temi! Vivenciei um monte de coisa chata ao mesmo tempo e me vi tendo que encará-las com a "adultez" necessária. Mas eu não estava acostumada... e aí, quase pirei! E me estranhei e me detestei quando descobri meu mal-humor. E, como odeio gente mal-humorada, essa foi a gota d'água pra eu perceber que algo estava muito errado comigo. E então, com fé, intuição e auto-confiança na minha essência, eu consegui superar as chatices!!!

Comecei buscando me ouvir, e tive a sorte de encontrar um terapeuta incrível que tem feito parte fundamental das minhas novas descobertas! Depois, busquei novas alternativas: procurei ioga, acupuntura e troquei de médico. Mas o que mais senti que fez "efeito" foi que voltei a me dedicar voluntariamente às crianças e mudei radicalmente minha alimentação. 
Hoje, meu maior desafio é dar a graça e a leveza à minha vida, assim como foi minha infância.
Já sabia que ser adulta não seria fácil (e sempre levei muito a sério quando me diziam "Aproveita agora...que você é criança"), mas descobri que pode ser gostoso também!
E é por isso que (admitindo minha adultez) profissionalmente me dedico a dois trabalhos totalmente diferentes um do outro. Um, porque me realiza e me aproxima da minha essência. O outro, porque me desafia e aproxima os meus pés da terra, me força a ser realista.

"Ser criança é bom demais" - esse é o trecho da música que embalou minha infância.
Mas, aprender com elas e, principalmente, com aquela que você foi, é melhor ainda... e dá um sentido totalmente novo ao que você é e ao que você faz - independentemente da idade que você tenha!